O líder indígena Raoni Metuktire segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Segundo boletim médico divulgado pela unidade, o quadro de saúde do cacique é considerado estável.
Raoni permanece sob acompanhamento intensivo após uma série de complicações de saúde que exigiram transferência para a capital paulista. De acordo com as informações médicas, ele está sem febre, respira espontaneamente, sem necessidade de ventilação mecânica, e apresenta melhor aceitação da alimentação por via oral.
Apesar da evolução clínica, o líder indígena ainda utiliza um dreno no tórax e segue sob monitoramento da equipe médica. A permanência na UTI tem como objetivo garantir acompanhamento contínuo diante da idade avançada e do histórico recente de intercorrências.
Raoni deu entrada no Hospital São Paulo no dia 19 de junho, após ser transferido de Sinop, no norte de Mato Grosso. Na ocasião, o cacique havia sido diagnosticado com obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa.
No dia seguinte à chegada ao hospital, ele passou por uma cirurgia de desobstrução intestinal. O procedimento foi realizado para restabelecer o trânsito intestinal e permitir a continuidade do tratamento em unidade especializada.
O boletim médico também informou que, na terça-feira, 30 de junho, Raoni apresentou um episódio de hemorragia digestiva. O sangramento foi controlado pela equipe de saúde, e o quadro clínico voltou a ser considerado estável.
Antes da transferência para São Paulo, o cacique estava internado no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, desde o dia 14 de junho. A mudança de unidade foi feita para garantir acompanhamento especializado no Hospital São Paulo.
O tratamento é acompanhado pelo médico Franz Robert Apodaca Torrez, em articulação com a equipe responsável pelo atendimento no hospital. A evolução do quadro segue sendo monitorada de forma contínua.
Raoni Metuktire é uma das lideranças indígenas mais reconhecidas do Brasil e uma das vozes mais respeitadas internacionalmente na defesa da Amazônia. Ao longo de décadas, tornou-se símbolo da luta pelos direitos dos povos originários, pela preservação ambiental e pela proteção dos territórios indígenas.
Líder do povo Kayapó, Raoni ganhou projeção mundial ao denunciar ameaças à floresta e defender a demarcação de terras indígenas. Sua trajetória o transformou em referência para movimentos ambientais, organizações internacionais e lideranças políticas em diferentes países.
A internação do cacique tem mobilizado manifestações de apoio de lideranças indígenas, ambientalistas e admiradores de sua atuação histórica. Até nova atualização médica, Raoni permanece na UTI, com quadro estável e sob cuidados intensivos.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











