A arte urbana ganhou um novo espaço de valorização em Belém com a inauguração, neste domingo (7), do Mubenco – Museu Bengola em Cores de Graffiti.
Instalado no bairro Benguí, o projeto transforma áreas da comunidade em uma galeria a céu aberto, reunindo obras produzidas por artistas da região Norte e do Nordeste.
O museu de base comunitária conta inicialmente com sete murais permanentes distribuídos pelos conjuntos Xavante I, II e III.
As obras foram criadas por artistas do Pará e do Maranhão, que utilizaram diferentes estilos e linguagens para retratar temas ligados à identidade amazônica, à cultura periférica, à ancestralidade e à memória coletiva.
Entre os artistas participantes estão NSW, Negônica, Mamacyta, Catatal e Mina Ribeirinha. Cada mural foi desenvolvido de forma individual ao longo de várias semanas e acompanhado por atividades educativas e culturais promovidas junto aos moradores da comunidade.
A edição inaugural do projeto tem como tema “Traços Cabanos”, uma referência à Cabanagem, considerada um dos movimentos sociais mais importantes da história brasileira. A proposta busca conectar a arte contemporânea às lutas populares e à construção da identidade regional.
O Mubenco nasce a partir da experiência do projeto Bengola em Cores, desenvolvido pela Tinta Preta Produções, que atua na promoção de intervenções artísticas, oficinas e ações culturais em espaços públicos do Benguí. Além de ampliar o acesso à arte, a iniciativa pretende fortalecer a produção cultural local e valorizar o trabalho dos artistas urbanos.
Outro objetivo do projeto é estimular a interação entre criadores e moradores por meio de oficinas, workshops e atividades em escolas, associações comunitárias e grupos sociais do bairro, contribuindo para o desenvolvimento cultural da região.
Com a criação do museu, Belém amplia seu circuito de arte urbana e reforça o papel da cultura como ferramenta de transformação social, inclusão e preservação da memória coletiva das comunidades periféricas da capital paraense.
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