Uma fonte ligada ao STF e citada em reportagem da agência Sputnik afirmou que o homem que provocou as explosões na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na noite desta quarta-feira (13), não agiu sozinho.
O homem foi identificado como sendo o chaveiro Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos. Ele deixou os filhos onde morava, em Rio do Sul (SC), após brigas familiares e seguiu para Brasília (DF).
Nas redes sociais, Francisco escrevia mensagens sugerindo um ataque com bombas contra alvos políticos que ele chamava de “comunistas de merda”. Ele foi candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL), em 2020, na cidade de Rio do Sul.
As explosões foram ouvidas em áreas que circundam a Praça dos Três Poderes, o que culminou na evacuação da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) e a interrupção da sessão que acontecia na Câmara Federal.
“Quem fez isso não fez só. Pode até ter feito de maneira errada, pois explodiu em si mesmo. Mas, agiu com intenção de perturbar a paz pública e acreditamos em outras intenções também”, destacou a fonte citada.
O governo determinou que a Polícia Federal investigue o caso e também cobrou punição para eventuais pessoas envolvidas no atentado.
“O presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] é enfático: precisamos, em conjunto com a Polícia Federal, investigar os motivos que podem ter levado o suspeito a fazer isso, confirmar os envolvidos e, após isso, mostrar que ninguém sairá impune quando tenta um crime de lesa-pátria”, destacou um auxiliar presidencial à reportagem.
O presidente se reuniu com os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, ambos do Supremo. Anteriormente, Lula havia se reunido com o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no Palácio da Alvorada.
O dono do carro modelo Kia Shuma, que explodiu na Praça dos Três Poderes, na noite desta quarta-feira (13), é o chaveiro Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos. Ele deixou os filhos onde morava, em Rio do Sul (SC), após brigas familiares e seguiu para Brasília (DF).
— Roberto Barbosa (@rgbarbosa) November 14, 2024
Sobre o caso
Na noite desta quarta-feira (13), um carro foi encontrado com explosivos e em chamas próximo à Câmara dos Deputados, enquanto ao menos duas explosões foram registradas em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal. A Polícia investiga se há relação entre as explosões e o incêndio.
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, o chaveiro teria realizado um “autoextermínio com explosivo” e vestia um terno verde com símbolos de naipes do baralho. Foi feita uma varredura no local para procurar por indícios de novos explosivos.
Em nota, o STF disse que “foram ouvidos dois fortes estrondos ao final da sessão e os ministros foram retirados do prédio com segurança”. “Os servidores e colaboradores também foram retirados por medida de cautela”, acrescenta.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










