A demanda global por petróleo deve desacelerar nos próximos anos, mas, para o ano de 2028, o mercado espera um aumento de 6% ante a demanda registrada em 2022.
A previsão é de uma produção em torno de 105,7 milhões de barris por dia, de acordo com um novo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) publicado na quarta-feira (14).
“Algumas economias, notadamente China e Índia, continuarão a registrar crescimento de demanda”, diz o estudo. Juntamente com o Oriente Médio e a África, esses dois países serão responsáveis por 80% do crescimento do PIB global, exigindo um aumento do consumo de energia.
Além disso, eles estimam que 75% do crescimento da demanda global de petróleo será devido à Ásia, e em 2027 a Índia ultrapassará a China como o principal mercado desta matriz energética.

“Por outro lado, a demanda por petróleo na América do Norte e na Europa, onde as políticas de transição energética e maior eficiência serão as mais marcantes”, não seguirão o mesmo ritmo.
A recuperação da China pós-pandemia desempenha um papel importante no aumento da demanda. O crescimento do PIB chinês em 2023 deverá ser superior a 5%. No entanto, a AIE observa que há múltiplos riscos nessa previsão, incluindo o confronto entre Pequim e o Ocidente e a formação do eixo entre Rússia, China e Oriente Médio, o que pode afetar o fornecimento de energia, os fluxos comerciais e o nível de preços.
A agência também cita a transição energética como um obstáculo para o aumento da demanda por petróleo. De acordo com o relatório, o gás e as fontes renováveis substituem o petróleo bruto e os produtos de seu processamento na geração de eletricidade, particularmente no Oriente Médio. Além disso, verifica-se que o crescimento das vendas de veículos elétricos na China e no Ocidente, bem como novas regulamentações ambientais, podem minar o aumento futuro da demanda por petróleo.
“A mudança para uma economia de energia limpa está ganhando ritmo, com um pico na demanda global de petróleo à vista antes do final desta década, à medida que veículos elétricos, eficiência energética e outras tecnologias avançam”, disse o diretor da AIE, Fatih Birol.
Da RT com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











