Uma área de aproximadamente 3 mil hectares na Zona Oeste do Rio de Janeiro passou a integrar as regiões destinadas à conservação dos ecossistemas marinhos. Batizada de Reserva de Desenvolvimento Sustentável Marinha Urupirá, a unidade fica entre Barra de Guaratiba e o Recreio dos Bandeirantes e busca proteger a biodiversidade sem impedir a continuidade da pesca artesanal.
O território reúne ilhas, costões rochosos e diferentes ambientes marinhos que servem de abrigo, alimentação e reprodução para diversas espécies. A região também abriga animais ameaçados de extinção e espécies importantes para a atividade pesqueira.
A criação da reserva pretende contribuir para a recuperação dos estoques de pescado e preservar os ambientes naturais dos quais dependem tanto a vida marinha quanto as comunidades tradicionais que vivem da pesca.
Reserva busca combater pesca ilegal e degradação ambiental
Entre os objetivos da nova unidade de conservação estão o combate à pesca ilegal, à captura predatória de espécies, ao descarte irregular de resíduos e aos impactos do turismo desordenado.
Segundo o governo estadual, estão previstas ações de fiscalização e monitoramento ambiental, além de atividades de educação ambiental e incentivo à pesquisa científica.
A proposta é acompanhar as condições dos ecossistemas e estabelecer medidas para que os recursos naturais sejam utilizados de maneira sustentável. A proteção também busca garantir a preservação de áreas importantes para a alimentação e a reprodução de espécies marinhas.
A expectativa é que a conservação desses ambientes contribua para manter a biodiversidade e favorecer a recuperação dos recursos pesqueiros ao longo do tempo.
Pescadores terão participação nas decisões
A participação das comunidades locais está entre os pontos previstos para a gestão da Reserva Urupirá. A unidade contará com um conselho deliberativo formado por representantes do poder público, da sociedade civil e dos pescadores da região.
O colegiado participará das discussões sobre a administração da reserva e as regras para utilização do território. A proposta é considerar o conhecimento de quem depende diretamente do mar para trabalhar e garantir que as medidas de conservação levem em conta a realidade das comunidades tradicionais.
A pesca artesanal tem importância histórica, cultural e econômica na região. Por isso, o modelo de gestão busca conciliar a proteção dos ecossistemas com a continuidade dessa atividade.
Ecoturismo poderá ser desenvolvido de forma organizada
A reserva também prevê espaço para o ecoturismo, a visitação pública e a prática de atividades esportivas compatíveis com a conservação ambiental.
A intenção é permitir que moradores e visitantes conheçam a riqueza natural da região sem comprometer os ecossistemas nem prejudicar o trabalho dos pescadores.
Para isso, as atividades deverão respeitar as regras de uso e proteção da unidade, com o objetivo de reduzir impactos ambientais e organizar a presença de visitantes.
O nome Urupirá também carrega uma referência cultural. De origem indígena, a denominação remete à expressão “cesto do peixe”, associada à relação histórica da região com a pesca artesanal.
Conservação busca proteger o futuro da região
A criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Marinha Urupirá representa uma iniciativa voltada à proteção dos ambientes marinhos da Zona Oeste carioca e à valorização das comunidades que dependem desses recursos.
Com ações de fiscalização, pesquisa e participação social, a unidade pretende estabelecer condições para que a biodiversidade seja preservada e a pesca artesanal continue sendo uma fonte de trabalho e sustento.
O desafio será conciliar a conservação dos ecossistemas com as atividades econômicas e de lazer desenvolvidas na região, garantindo que o uso dos recursos naturais ocorra de forma sustentável.
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