A corrida pela Presidência da República em 2026 apresenta um cenário de equilíbrio entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa divulgada neste domingo (18) pela Vox Brasil. Na simulação de segundo turno, considerando apenas os votos válidos, Lula aparece com 51%, enquanto o senador registra 49%.
A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais informada pelo instituto. Dessa forma, os números indicam empate técnico entre os dois candidatos.
Pesquisa ouviu 2.100 eleitores
O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 17 de outubro, com entrevistas de 2.100 eleitores de diferentes regiões do país. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04332/2026.
Segundo as informações divulgadas, o estudo custou R$ 50 mil e foi financiado com recursos próprios.
Rejeição é igual entre os candidatos
A pesquisa também avaliou a rejeição dos dois políticos. De acordo com os resultados, 45,3% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula nem em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum.
O percentual aponta o mesmo índice de rejeição declarada para os dois nomes. Esse indicador ajuda a compreender a resistência de parte do eleitorado aos candidatos, mas não determina, isoladamente, o resultado da disputa.
Eleitores avaliam chances de vitória
Outro ponto analisado foi a percepção dos entrevistados sobre quem teria mais chances de vencer o segundo turno. Nesse cenário, 46,9% acreditam que Lula será eleito, enquanto 41,6% apontam Flávio Bolsonaro como possível vencedor.
Os percentuais refletem a expectativa dos participantes sobre o resultado da eleição, e não necessariamente a preferência eleitoral de cada um. Por isso, os dados devem ser analisados separadamente daqueles referentes à intenção de voto.
Diferença permanece dentro dos limites estatísticos
Apesar de Lula aparecer numericamente à frente na simulação de votos válidos, a distância em relação a Flávio Bolsonaro não ultrapassa a margem de erro da pesquisa.
O resultado representa um retrato das respostas coletadas durante o período das entrevistas e não permite determinar antecipadamente o desfecho da eleição presidencial.
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