A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar medidas contra a Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. A coligação alega possíveis irregularidades na circulação de conteúdos políticos durante a disputa presidencial de 2026.
Segundo informações divulgadas pelo g1 nesta quinta-feira (15), o pedido inclui a remoção de 255 perfis suspeitos de comportamento automatizado ou inautêntico, além de providências para recuperar o alcance de publicações da campanha que teriam sido prejudicadas nas plataformas.
A solicitação foi encaminhada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e integra uma série de questionamentos sobre a atuação da empresa durante o período eleitoral.
Campanha cobra providências em até seis horas
No documento, a coligação afirma que a Meta estaria descumprindo compromissos previstos em seu plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral.
A campanha solicita que a empresa seja notificada para interromper as supostas irregularidades e comprovar o cumprimento das determinações no prazo máximo de seis horas.
Além da exclusão dos perfis considerados suspeitos, os representantes de Lula pedem medidas para compensar a alegada redução de visibilidade de suas publicações.
As acusações ainda dependem de avaliação judicial e não representam comprovação de interferência deliberada da plataforma.
Pedido prevê multa de até R$ 5 milhões
Para assegurar o cumprimento das medidas, a coligação propôs multa diária de R$ 500 mil contra a Meta, limitada inicialmente a R$ 5 milhões.
A penalidade não foi automaticamente aplicada. Sua eventual imposição depende de decisão do TSE, que deverá analisar os argumentos apresentados pela campanha.
Vídeos de Nikolas Ferreira também são questionados
A iniciativa ocorre um dia após a campanha de Lula questionar na Justiça Eleitoral o alcance de vídeos publicados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Na quarta-feira (14), a coligação também levantou dúvidas sobre o funcionamento da Meta AI, ferramenta de inteligência artificial da empresa.
Os episódios ampliam o debate sobre transparência dos algoritmos, identificação de contas falsas e responsabilidade das plataformas digitais durante as eleições.
Até o momento, não há comprovação de que os 255 perfis integrem uma operação coordenada ou de que a Meta tenha reduzido intencionalmente o alcance de conteúdos da campanha.
Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral avaliar os pedidos e decidir se a empresa deverá adotar as providências solicitadas.
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