A Justiça do Rio de Janeiro registrou um aumento significativo nas medidas adotadas para proteger mulheres vítimas de violência nos primeiros meses de 2026.
Dados do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), apontam crescimento de 43% na concessão de medidas protetivas em comparação com o mesmo período de 2025.
Entre janeiro e julho deste ano, foram concedidas aproximadamente 57,5 mil medidas protetivas de urgência. Esses mecanismos podem impor restrições aos agressores e estabelecer determinações destinadas a preservar a segurança das vítimas diante de situações de violência.
O número de prisões relacionadas a casos de violência contra mulheres também apresentou aumento. Entre janeiro e agosto, 1.853 agressores foram presos, conforme os dados divulgados pelo Tribunal de Justiça.
Mais processos chegaram à Justiça
O crescimento das medidas ocorre paralelamente ao aumento da demanda judicial. Nos primeiros sete meses de 2026, quase 60 mil novos processos relacionados à violência contra mulheres foram distribuídos no estado.
O volume representa aproximadamente 10 mil ações a mais do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Entre os casos que chegaram ao Judiciário, a violência física responde por quase metade dos novos processos.
Além de receber as ações, a Justiça fluminense realizou cerca de 12 mil audiências relacionadas ao tema desde o início do ano. No mesmo período, foram proferidas aproximadamente 48 mil sentenças em processos envolvendo violência contra mulheres.
Serviços oferecem apoio às vítimas
A proteção às mulheres vítimas de violência também envolve serviços especializados que permitem buscar orientação e atendimento. Entre as iniciativas disponíveis no estado estão a Sala Lilás e o aplicativo Maria da Penha Virtual.
Esses mecanismos oferecem alternativas para que mulheres em situação de violência possam procurar ajuda e ter acesso a informações e instrumentos de proteção.
O avanço no número de medidas protetivas e prisões ocorre em um cenário de crescimento dos processos relacionados à violência de gênero.
Os dados do TJRJ mostram uma atuação ampliada do Judiciário diante da demanda e reforçam a importância de mecanismos capazes de interromper situações de violência e reduzir os riscos enfrentados pelas vítimas.
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