Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Colunistas
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Diário da Guanabara
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Saúde

Anvisa alerta para venda ilegal de retatrutida e proíbe uso da substância no Brasil

Molécula experimental pesquisada para obesidade e diabetes ainda não recebeu autorização de nenhuma agência reguladora e só pode ser utilizada em estudos clínicos.

Redação DGRJ Por Redação DGRJ
25/07/2026 - 20:08
em Saúde
Anvisa alerta que a retatrutida não foi aprovada no Brasil nem no exterior. Produtos vendidos ilegalmente podem conter impurezas e doses desconhecidas.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Promessas de emagrecimento rápido estão impulsionando a oferta clandestina de uma substância que ainda não chegou legalmente às farmácias.

A retatrutida, apresentada na internet como uma nova alternativa contra a obesidade, permanece em fase de pesquisa e não possui autorização para comercialização ou uso pela população.

Em alerta publicado na sexta-feira (24), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que a molécula não foi registrada no Brasil nem aprovada por qualquer outra autoridade reguladora internacional. A empresa responsável pelo desenvolvimento ainda aguarda a conclusão dos estudos antes de solicitar o registro.

Mesmo sem liberação sanitária, produtos identificados como retatrutida são anunciados em páginas e perfis irregulares. A substância também foi encontrada em fiscalizações e operações contra o comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento.

Leia Também

Hospital em Porto Alegre oferece teste sanguíneo para investigar Alzheimer. Exame custa cerca de R$ 3 mil e exige avaliação médica.

Novo exame de sangue amplia investigação do Alzheimer no Brasil; entenda como funciona

16/10/2026 - 11:36
Câncer de mama também atinge homens. Dados da SBRT apontam mais de 2 mil registros masculinos entre 2020 e 2023 e reforçam a importância do diagnóstico precoce.

Câncer de mama também atinge homens e pode ser descoberto tardiamente

13/10/2026 - 17:57

Produto permanece em fase de estudos

Desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, a retatrutida é uma molécula experimental de aplicação semanal que atua simultaneamente nos receptores de GIP, GLP-1 e glucagon. Por essa característica, é classificada cientificamente como um agonista triplo.

A substância está sendo estudada para possíveis aplicações relacionadas à obesidade, ao sobrepeso, ao diabetes tipo 2 e a condições associadas ao excesso de peso. Apesar dos resultados divulgados em pesquisas, sua segurança e eficácia continuam sendo avaliadas em estudos clínicos de fase 3.

A própria fabricante afirma que o acesso legítimo à retatrutida ocorre apenas dentro de pesquisas clínicas autorizadas. Qualquer produto oferecido diretamente ao consumidor fora desses estudos não possui procedência, pureza ou dosagem verificáveis.

Anvisa proibiu todas as marcas e lotes

Em janeiro de 2026, a Anvisa determinou a apreensão e a proibição de produtos identificados como retatrutida, independentemente da marca ou do lote.

A medida impede a fabricação, a importação, a distribuição, a divulgação, a comercialização e a utilização da substância no território nacional. Segundo a agência, os itens encontrados no mercado eram produzidos por empresas desconhecidas e anunciados sem registro sanitário.

Em abril, uma operação conjunta da Polícia Federal e da Anvisa identificou retatrutida em três estados. Parte da substância foi apreendida em Goiás, enquanto notas fiscais com registros de comercialização foram encontradas em empresas de São Paulo.

Não há garantia sobre o conteúdo

Um dos principais riscos está na impossibilidade de confirmar o que existe dentro dos produtos vendidos clandestinamente.

O material pode não conter retatrutida ou apresentar quantidade diferente daquela informada na embalagem. Também existe a possibilidade de substituição por outras substâncias, adulteração da fórmula e presença de contaminantes ou impurezas.

Falhas na fabricação, no transporte e no armazenamento podem aumentar os perigos. Como esses produtos circulam fora do sistema de vigilância sanitária, não há controle sobre as matérias-primas utilizadas, as condições de conservação ou a uniformidade entre os lotes.

A Eli Lilly também alerta que produtos ilegais podem apresentar ingredientes desconhecidos, quantidade excessiva ou insuficiente do princípio ativo e até uma substância completamente diferente da anunciada.

Efeitos adversos ainda são avaliados

A utilização de uma molécula experimental fora de uma pesquisa controlada pode provocar reações desconhecidas e interações perigosas com outros medicamentos.

Sem a conclusão dos estudos e a análise das autoridades sanitárias, não é possível estabelecer uma dose segura para uso geral, definir todas as contraindicações ou determinar quais pacientes teriam maior risco de complicações.

A inexistência de uma bula aprovada também impede o acesso a orientações confiáveis sobre aplicação, frequência de uso, armazenamento, possíveis reações adversas e situações em que o tratamento deveria ser interrompido.

Registro não é apenas uma formalidade

Antes de chegar ao mercado, um novo medicamento precisa passar por estudos pré-clínicos e diferentes fases de pesquisas com voluntários.

Essas etapas avaliam a segurança da substância, a dose adequada, os efeitos adversos, a eficácia do tratamento e as possíveis interações com outros produtos.

Depois da conclusão dos testes, o fabricante precisa apresentar os dados a uma agência reguladora. Os técnicos analisam as evidências científicas, as instalações de produção, as matérias-primas utilizadas e os mecanismos de controle de qualidade.

Mesmo após a autorização, o medicamento continua sendo acompanhado para identificar reações ou riscos que não tenham aparecido durante as pesquisas.

A Anvisa destaca que o registro faz parte de um sistema que inclui fiscalização das fábricas, rastreamento dos lotes, controle das matérias-primas, monitoramento de eventos adversos e exigência de boas práticas de produção e armazenamento.

Anúncios não comprovam segurança

A presença de embalagens, depoimentos, fotografias ou vídeos nas redes sociais não comprova que um produto seja verdadeiro ou seguro.

Descrições como “produto importado”, “uso exclusivo em pesquisa” ou “fórmula manipulada” também não autorizam a aplicação da retatrutida em pacientes.

A recomendação é não comprar nem utilizar qualquer produto apresentado como retatrutida. A orientação vale para todas as marcas, apresentações, dosagens e formas de comercialização.

Profissionais de saúde e consumidores que encontrarem ofertas irregulares podem comunicar o caso à Anvisa ou à Vigilância Sanitária municipal. As denúncias contribuem para identificar os responsáveis e impedir que os produtos continuem circulando.

Até que os estudos sejam concluídos e uma eventual autorização seja concedida, a retatrutida deve permanecer restrita aos ensaios clínicos oficialmente registrados e conduzidos sob acompanhamento médico.

*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro. 

SIGA O DIÁRIO DA GUANABARA NO INSTAGRAM

Tags: #AlertaDeSaúde#Anvisa#CanetasEmagrecedoras#DiabetesTipo2#EliLilly#emagrecimento#MedicamentoExperimental#MedicamentoIlegal#MercadoClandestino#NoticiasDeSaude#Obesidade#Retatrutida#saúde#SegurançaDoPaciente#VigilanciaSanitaria
Notícia anterior

PL oficializa Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência em 2026

Próxima notícia

Milei chama Moraes de “lixo careca” e defende Bolsonaro em convenção do PL

Próxima notícia
Javier Milei criticou Alexandre de Moraes durante a Convenção Nacional do PL, defendeu Jair Bolsonaro e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Milei chama Moraes de "lixo careca" e defende Bolsonaro em convenção do PL

RECENTES

PSD tenta garantir segundo turno no Rio. Entenda a ação no STF e a mudança na contagem que elegeu Douglas Ruas.

Eleição no Rio vai parar no STF após anulação de 274 mil votos

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 20:35

Programas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam diferenças sobre Amazônia, bioeconomia, demarcação de terras indígenas e autonomia de comunidades tradicionais.

Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre propostas ambientais

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 16:16

FMI projeta que o Brasil será a oitava maior economia do mundo em 2027, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, à frente de Itália e Rússia.

Brasil pode chegar à 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:16

Prazo para estudantes inscritos automaticamente no Enem 2026 escolherem inglês ou espanhol termina neste domingo (18). Questionário socioeconômico também é obrigatório.

Enem 2026: prazo para escolher idioma termina neste domingo

Por Redação DGRJ
16/10/2026 - 15:04

DESTAQUE DA SEMANA

Novo acesso facilita ligação entre Avenida Brasil e Via Dutra no Rio

Novo acesso entre a Avenida Brasil e a Via Dutra foi liberado no Trevo das Margaridas, no Rio, com uma nova rampa para facilitar o trânsito.
Por Redação DGRJ
11/10/2026 - 17:36

Motoristas que trafegam pela Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, passaram a contar com uma nova ligação para acessar a...

Ler mais

COLUNISTAS

Rodrigo Bacellar em Mossoró: a Constituição não para na porta do presídio

Roberto Barbosa
14/09/2026 06:40

Entre o prazer e a felicidade: por que o comum passou a parecer pouco

Karoline Barbosa
07/06/2026 08:50

A beleza da atuação de Fernanda Torres e a injustiça nada poética do Oscar 2025

Francisco Neto Pereira Pinto
05/03/2026 05:27

Mangueira pode ter um dos maiores poetas do país como compositor no próximo Carnaval

Claudia Freitas
27/09/2025 08:50

Zé Pelintra: símbolo de resistência e espiritualidade nos cultos afro-brasileiros

Madame Satã
06/07/2025 07:58

Portugal está se abrasileirando? Cultura, Pix e tensões com imigrantes acendem debate

Pedro Barbosa
28/05/2025 09:05
Diário da Guanabara

Diário da Guanabara Ltda.
Rua São José, nº 40 — Edifício São José
Centro — Rio de Janeiro
CEP: 20010-020

Conheça o Diário da Guanabara
  • Cidade
  • Colunistas
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Cidade
  • Colunistas
  • Mundo
  • Economia
  • Edições Online
  • Gente
  • Opinião
  • Política
  • D+NEWS

Diário de Guanabara - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist