Com a chegada do inverno e a expectativa de aumento nos casos de doenças respiratórias, autoridades de saúde do Rio de Janeiro reforçaram nesta terça-feira (9), Dia Nacional da Imunização, a importância de manter a vacinação em dia, principalmente contra a influenza.
A Secretaria Estadual de Saúde utilizou a data para alertar a população sobre a necessidade de prevenção durante o período mais frio do ano, quando cresce a circulação de vírus respiratórios e aumentam os riscos de complicações de saúde.
A principal recomendação é a procura pela vacina contra a gripe, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante é considerado fundamental para reduzir internações e mortes relacionadas a complicações respiratórias, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
Integram os grupos prioritários crianças entre 6 meses e 5 anos, idosos, gestantes e pessoas com maior risco de agravamento em caso de infecção.
A coordenadora do Comitê Científico de Imunologia da Sociedade Brasileira de Patologia, Eliane Aparecida Rosseto, explicou que a vacinação anual é necessária porque o vírus influenza sofre mutações frequentes, exigindo atualizações periódicas das fórmulas utilizadas nas campanhas de imunização.
Segundo a especialista, além das alterações do próprio vírus, a proteção oferecida pela vacina diminui gradualmente ao longo do tempo, tornando necessária uma nova dose todos os anos.
Ela destacou ainda que a composição do imunizante é definida com base em monitoramentos internacionais coordenados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), responsáveis por identificar as variantes predominantes em circulação.
A médica também ressaltou que o inverno cria condições favoráveis para a disseminação de doenças respiratórias. O clima frio e seco contribui para a permanência dos vírus no ambiente e reduz parte das defesas naturais do organismo.
Outro fator apontado pelas autoridades é o aumento da permanência em ambientes fechados e pouco ventilados durante os dias frios, situação que facilita a transmissão de vírus entre as pessoas.
Além da vacinação, os órgãos de saúde recomendam medidas preventivas como higienização frequente das mãos, utilização de lenços descartáveis ao tossir ou espirrar, manutenção de ambientes ventilados e procura por atendimento médico em casos de sintomas persistentes, evitando a automedicação.
Dados atualizados da campanha mostram que a cobertura vacinal entre os grupos prioritários no estado do Rio de Janeiro alcançou 27,5%, com pouco mais de 1,2 milhão de doses aplicadas até o momento.
A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é atingir 90% de cobertura vacinal entre os públicos considerados mais vulneráveis. A campanha de imunização seguirá aberta no estado até o fim de janeiro do próximo ano.
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