O desempenho das exportações brasileiras voltou a fortalecer a balança comercial em maio de 2026.
Dados divulgados nesta quinta-feira (3) mostram que o país registrou superávit de US$ 7,823 bilhões no mês, impulsionado principalmente pelo crescimento das vendas externas de soja e minério de cobre.
O resultado representa um avanço de 10,8% em relação a maio de 2025, quando o saldo positivo havia sido de US$ 7,059 bilhões.
O valor é o quarto maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1989.
As exportações brasileiras somaram US$ 31,904 bilhões em maio, alta de 6,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Já as importações alcançaram US$ 24,081 bilhões, crescimento de 5,3%. Ambos os números configuram os segundos maiores volumes da história para meses de maio.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o superávit comercial atingiu US$ 32,662 bilhões, crescimento de 34,2% frente ao mesmo intervalo do ano passado.
As exportações totalizaram US$ 148,571 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 115,908 bilhões.
Entre os setores que mais contribuíram para o resultado, a agropecuária registrou crescimento de 9,8%, impulsionada pelas vendas de soja, algodão e milho.
A indústria de transformação avançou 9%, com destaque para carne bovina, combustíveis e ouro. Já a indústria extrativa apresentou recuo de 1,9%, influenciada principalmente pela redução das exportações de petróleo bruto e minério de ferro.
A soja foi o principal produto responsável pela expansão das exportações brasileiras em maio, gerando incremento de US$ 804,1 milhões em relação ao mesmo mês de 2025.
O minério de cobre aparece logo atrás, com aumento de US$ 617,9 milhões na receita obtida com vendas ao exterior.
Por outro lado, alguns produtos registraram queda de desempenho. As exportações de petróleo bruto foram impactadas pela redução do volume embarcado, mesmo com preços internacionais mais elevados.
O café também apresentou retração expressiva, com queda de 24,5% na receita gerada pelas vendas externas.
Nas importações, o maior destaque foi o crescimento das compras de veículos, que avançaram US$ 833,5 milhões na comparação anual.
Também houve aumento nas aquisições de combustíveis, fertilizantes e componentes utilizados pela indústria nacional.
Para 2026, o governo federal mantém a expectativa de encerrar o ano com superávit comercial de US$ 72,1 bilhões. A projeção prevê exportações de US$ 364,2 bilhões e importações de US$ 280,2 bilhões, consolidando mais um ano de saldo positivo para o comércio exterior brasileiro.
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