A edição de 2026 do Rio2C consolidou o evento como um dos maiores encontros de criatividade, inovação e negócios da América Latina.
Realizado ao longo de seis dias no Rio de Janeiro, o festival reuniu mais de 55 mil participantes de 30 países, promovendo debates, apresentações culturais, networking e oportunidades de negócios voltadas à indústria criativa.
O encontro reuniu profissionais e empresas de mais de 20 segmentos econômicos e culturais, incluindo audiovisual, música, games, tecnologia, comunicação, empreendedorismo e inteligência artificial.
A diversidade de áreas reforçou a importância crescente da economia criativa como vetor de desenvolvimento econômico e geração de empregos.
Além das palestras e painéis temáticos, o ambiente de negócios foi um dos destaques da programação. Cerca de 1.650 reuniões foram realizadas entre investidores, empresas e profissionais do setor.
O evento também registrou 1.301 inscrições para sessões de apresentação de projetos ligados aos mercados audiovisual, editorial, musical e tecnológico.
Entre os anúncios de maior impacto esteve a inclusão do setor audiovisual na estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB), programa coordenado pelo governo federal para estimular setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional.
A iniciativa, denominada Programa da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro, prevê linhas de financiamento, incentivos à internacionalização de produções nacionais e apoio de instituições financeiras como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, a Financiadora de Estudos e Projetos, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Durante o evento, o ministro Márcio Elias Rosa destacou o potencial econômico da indústria audiovisual, ressaltando sua capacidade de movimentar a economia e gerar empregos em diferentes cadeias produtivas.
A participação do Ministério da Cultura também ganhou destaque com a criação do espaço MinC Conecta, dedicado a discussões sobre políticas públicas, sustentabilidade, inteligência artificial, inovação e desenvolvimento da economia criativa.
Em uma das principais mesas do encontro, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, apresentou dados sobre os impactos econômicos dos investimentos realizados por meio da Lei Rouanet.
Segundo a ministra, os recursos captados pelo mecanismo contribuíram para movimentar bilhões de reais na economia brasileira e estimular a geração de empregos em diversos setores.
Outro momento de destaque foi o lançamento da plataforma Tela Brasil, serviço gratuito de streaming voltado exclusivamente à produção audiovisual nacional.
Desenvolvida pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, a plataforma será integrada ao sistema Gov.br e disponibilizará gratuitamente centenas de obras brasileiras para a população.
O catálogo inicial reúne 555 produções nacionais, incluindo filmes, documentários, séries e telefilmes. Entre os títulos disponíveis estão obras consagradas como Central do Brasil, Cidade de Deus, Xica da Silva, A Hora da Estrela e Deus e o Diabo na Terra do Sol.
Durante o lançamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a iniciativa busca ampliar o acesso da população à cultura nacional e fortalecer a valorização da produção audiovisual brasileira.
Para a ministra Margareth Menezes, a plataforma representa uma alternativa para ampliar a circulação das obras nacionais e aproximar o público da diversidade cultural produzida em diferentes regiões do país.
Na avaliação de Rafael Lazarini, a edição de 2026 demonstrou o amadurecimento do evento e sua crescente projeção internacional, consolidando o Rio2C como um importante ponto de encontro entre cultura, tecnologia, inovação e negócios.
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