Os indicadores criminais divulgados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo revelam um aumento em diferentes modalidades de violência durante o mês de abril de 2026.
Os dados apontam crescimento nos registros de homicídios dolosos, estupros e crimes relacionados à violência contra a mulher em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo o levantamento oficial, o estado registrou 202 ocorrências de homicídio doloso em abril deste ano, cinco casos a mais do que os 197 contabilizados em abril de 2025.
O número de vítimas também apresentou elevação, passando de 204 para 210 pessoas no período analisado.
Entre os indicadores que mais chamaram atenção está o aumento dos casos de estupro. Foram registradas 1.328 vítimas em abril de 2026, um crescimento de aproximadamente 13% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando haviam sido contabilizadas 1.174 ocorrências.
Os dados relacionados à violência de gênero mostram um cenário de estabilidade nos feminicídios, mas de avanço em outros tipos de agressão.
O estado encerrou abril com 20 vítimas de feminicídio, número próximo ao registrado em 2025, quando 21 mulheres foram assassinadas em crimes motivados por violência de gênero.
Por outro lado, as tentativas de homicídio contra mulheres apresentaram aumento expressivo. As ocorrências passaram de 97 para 120 registros, representando uma alta de 23,7% na comparação entre os dois períodos.
A violência física também registrou crescimento significativo. Os casos de lesão corporal dolosa contra mulheres chegaram a 6.508 ocorrências em abril, um aumento de 24% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na prática, foram contabilizados 1.268 registros a mais do que em abril de 2025.
Outro dado que preocupa as autoridades é o avanço dos casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência, mecanismo utilizado para proteger vítimas de violência doméstica.
O estado registrou 2.345 ocorrências desse tipo em abril, número 23,5% superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 1.899 casos.
Os indicadores reforçam os desafios enfrentados pelos órgãos de segurança pública e pela rede de proteção às mulheres.
Especialistas apontam que o aumento de agressões, ameaças e violações de medidas judiciais evidencia a necessidade de fortalecimento das políticas de prevenção, acolhimento e combate à violência.
As estatísticas também servem como base para a formulação de estratégias voltadas à redução da criminalidade e ao aprimoramento das ações de proteção às vítimas, especialmente em casos de violência doméstica e de gênero.
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