O aumento dos casos de cefaleia tem chamado a atenção de especialistas em saúde e reforçado o alerta sobre os impactos das dores de cabeça frequentes na qualidade de vida da população.
Neste Dia Nacional de Combate à Cefaleia, médicos destacam que pessoas com três ou mais episódios mensais durante pelo menos três meses consecutivos devem procurar avaliação médica especializada.
Embora muitas crises estejam associadas a fatores comuns do cotidiano, como estresse, noites mal dormidas, desidratação e alimentação inadequada, especialistas lembram que a cefaleia também pode estar relacionada a doenças mais graves, incluindo sinusite, enxaqueca crônica, alterações neurológicas e aneurismas.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que os transtornos ligados à dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais frequentes do planeta.
Atualmente, cerca de 3,1 bilhões de pessoas convivem regularmente com algum tipo de cefaleia no mundo.
Segundo médicos, o principal sinal de atenção ocorre quando as dores deixam de ser ocasionais e passam a acontecer de forma contínua ou recorrente.
O neurocirurgião Orlando Maia afirma que dores persistentes podem indicar alterações estruturais ou doenças neurológicas que exigem investigação clínica.
A enxaqueca aparece entre os quadros mais incapacitantes. Considerada a segunda maior causa de incapacidade no mundo, a condição atinge cerca de 15% da população global.
No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com a forma crônica da doença, caracterizada por dores intensas, náuseas e sensibilidade à luz e ao som.
Especialistas também alertam para sintomas considerados graves, como dores súbitas e muito intensas, alterações na visão, dificuldades na fala, perda de força muscular, desmaios, confusão mental e desequilíbrio.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, fatores ligados ao estilo de vida influenciam diretamente no agravamento das crises. Sedentarismo, obesidade, ansiedade, depressão, tabagismo, alimentação inadequada e excesso de estresse estão entre os principais fatores de risco.
A entidade também faz um alerta sobre os perigos da automedicação. O uso frequente e sem orientação médica de analgésicos e anti-inflamatórios pode aumentar tanto a intensidade quanto a frequência das dores de cabeça.
Ainda segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, aproximadamente 90% dos pacientes relatam prejuízos em atividades profissionais, estudos, lazer e relações pessoais devido às crises recorrentes.
Por isso, o tratamento costuma envolver uma abordagem multidisciplinar, reunindo neurologistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde.
Durante a campanha Maio Bordô, dedicada à conscientização sobre as cefaleias, especialistas reforçam a mensagem “3 é Demais”, incentivando a população a buscar ajuda médica diante de episódios frequentes de dor de cabeça.
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