O goleiro Bruno Fernandes voltou a ser preso no Rio de Janeiro após decisão da Vara de Execuções Penais que apontou descumprimento das condições impostas pela liberdade condicional. O ex-jogador foi localizado em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, em um bairro residencial considerado tranquilo e sem histórico recente de violência.
A captura ocorreu em uma residência situada na Rua A, no bairro Porto da Aldeia, área próxima à Lagoa de Araruama. O local é conhecido pelo perfil residencial, presença de casas de veraneio e movimentação comercial moderada ao longo do ano.
O mandado de prisão havia sido expedido no dia 5 de março, após a Justiça entender que Bruno violou uma série de regras determinadas para permanência no regime semiaberto e na liberdade condicional.
Segundo informações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o ex-goleiro realizou viagens sem autorização judicial e deixou de cumprir obrigações básicas exigidas pelo sistema penal. Entre os episódios apontados está uma viagem ao Acre, realizada no dia 15 de fevereiro, quando Bruno participou de atividades ligadas ao Vasco-AC.
Ainda de acordo com o MPRJ, o ex-jogador não retornou ao regime semiaberto dentro do prazo estabelecido pela Justiça. O órgão também afirma que Bruno permaneceu cerca de três anos sem atualizar oficialmente seu endereço residencial junto às autoridades responsáveis pela fiscalização da pena.
Os promotores apontam ainda outras infrações consideradas graves, como o descumprimento de horários obrigatórios de recolhimento e a frequência em locais não autorizados judicialmente. Entre os registros apresentados está a presença do goleiro em um jogo no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, durante o mês de fevereiro.
O Ministério Público também citou viagens realizadas para Minas Gerais sem comunicação prévia ou autorização da Justiça, situação considerada incompatível com as regras da liberdade condicional.
A nova prisão reacende um dos casos criminais de maior repercussão da história recente do país. Bruno Fernandes foi condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, desaparecida em 2010. O crime teve ampla repercussão nacional pela violência do caso e pela notoriedade do então goleiro do Flamengo.
Após deixar o sistema prisional, Bruno tentou retomar a carreira no futebol atuando por equipes de menor expressão em diferentes estados brasileiros. No entanto, a Justiça passou a monitorar possíveis violações das condições impostas para manutenção do benefício penal.
Até a última atualização desta reportagem, a defesa do goleiro Bruno não havia se pronunciado oficialmente sobre a nova prisão. A redação tentou contato com os advogados do ex-jogador, mas não recebeu resposta.
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