O Brasil reassumiu em 2025 a posição de principal destino mundial de investimentos chineses, segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), divulgado pela agência Reuters nesta quinta-feira (7).
No período, empresas da China destinaram US$ 6,1 bilhões ao país, distribuídos em diferentes setores, o que representa crescimento de 45% em relação a 2024.
Com o resultado, o Brasil respondeu por 10,9% de todo o investimento externo realizado por companhias chinesas no ano. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 6,8%, seguidos pela Guiana, com 5,7%.
Segundo o CEBC, o país alterna posições no ranking desde 2021, quando havia ocupado a liderança pela última vez. Desde então, o Brasil varia entre o primeiro e o quinto lugar entre os destinos globais de capital chinês.
Entre os fatores que explicam o aumento do interesse estão o tamanho do mercado consumidor brasileiro, a disponibilidade de recursos naturais, a matriz energética baseada em fontes renováveis e o câmbio favorável para investidores estrangeiros.
Os aportes seguem concentrados principalmente no setor de energia elétrica, que permanece como principal destino dos investimentos chineses. Em 2025, a mineração também ganhou destaque, com volume de recursos três vezes maior do que no ano anterior.
A indústria automotiva aparece em terceiro lugar, impulsionada pela expansão de empresas como GWM e BYD, que vêm adquirindo unidades produtivas no Brasil para fabricação de veículos elétricos e híbridos.
Outros setores também registraram avanço da presença chinesa, incluindo tecnologia da informação, logística, eletrônicos, serviços digitais e alimentação. O relatório cita ainda a entrada de novas marcas, como a fabricante de smartphones Jovi, ampliando a diversificação dos investimentos.
De acordo com o CEBC, a continuidade dessa tendência dependerá de fatores internos, como políticas ligadas à transição energética, e de elementos externos, como disputas geopolíticas e a demanda global por tecnologias de baixo carbono.
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