Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro resultou na maior apreensão de drogas da história do país, após a descoberta de aproximadamente 48 toneladas de maconha escondidas em um galpão no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital.
O ponto central da ação foi o trabalho do cão farejador Huck, da raça pastor-belga malinois, que indicou a presença da droga em um local que não estava inicialmente entre os alvos da operação. A descoberta ocorreu durante patrulhamento na comunidade da Nova Holanda, quando os policiais decidiram verificar um imóvel aparentemente comum.
Durante a varredura no entorno, os cães farejadores começaram a demonstrar comportamento de alerta. Huck, de forma insistente, sinalizou uma área específica do galpão. A partir disso, os agentes iniciaram uma busca detalhada no local.
No interior do imóvel, foi identificada uma cisterna coberta por concreto. Após a remoção da estrutura, os policiais encontraram um compartimento subterrâneo utilizado como depósito clandestino de entorpecentes. O espaço funcionava como um bunker improvisado para armazenamento de grandes quantidades de droga.
Dentro da estrutura estavam mais de 24 mil tabletes de maconha, com cerca de dois quilos cada, totalizando aproximadamente 48 toneladas. Devido ao volume, foi necessário o uso de caminhões para a retirada do material.
Além da droga, os policiais apreenderam armamento pesado, incluindo fuzis e pistolas, e recuperaram veículos roubados. Durante a operação, houve confronto com criminosos armados. Um suspeito foi encontrado ferido, socorrido e permanece sob custódia.
A ação mobilizou cerca de 250 policiais militares de diferentes unidades, com apoio de blindados, aeronaves e equipes especializadas, incluindo o Batalhão de Ações com Cães.
De acordo com a Polícia Militar, há indícios de que o local era utilizado como ponto estratégico para armazenamento e distribuição de drogas por uma facção criminosa que atua na região. A apreensão representa um prejuízo significativo para o crime organizado.
Especialistas destacam que o uso de estruturas ocultas, como bunkers subterrâneos, evidencia o nível de organização das quadrilhas. Mesmo assim, o trabalho dos cães farejadores segue sendo um dos principais recursos para localizar esse tipo de esconderijo, já que conseguem detectar odores mesmo em ambientes completamente vedados.
Huck, que já participou de outras operações, foi fundamental para o sucesso da ação e reforça o papel estratégico do uso de cães no combate ao tráfico de drogas no estado.
O material apreendido foi encaminhado para a Cidade da Polícia, onde passará por perícia antes de ser destruído.
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