O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) requisitou ao Rioprevidência, fundo estadual de previdência dos servidores, esclarecimentos sobre investimentos realizados em instituições financeiras não autorizadas, totalizando mais de R$ 100 milhões.
O ofício, enviado nesta terça-feira (7), concede prazo de cinco dias para que a autarquia apresente documentos que justifiquem aplicações nos fundos Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada, R Cap Soberano e R Cap Alocação.
O Rioprevidência é responsável pela administração de recursos do estado, incluindo royalties do petróleo, e pela garantia de pagamento de aposentadorias e pensões.
A investigação surge após alertas do MP sobre a necessidade de proteger o patrimônio previdenciário, especialmente em razão da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, motivada por grave crise de liquidez e irregularidades na instituição financeira.
Além de questionar os investimentos, o MP solicitou informações detalhadas sobre os empréstimos consignados de servidores e pensionistas realizados pelo Credcesta, administrado pelo Banco Master.
O objetivo é apurar se existem novos contratos de crédito ou garantias estruturadas pelo Rioprevidência envolvendo outras instituições em liquidação, como o Banco Pleno.
O caso reforça a atenção do Ministério Público na fiscalização do uso dos recursos previdenciários, visando prevenir perdas financeiras e assegurar a transparência na gestão do fundo.
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