A forte demanda da China foi determinante para o crescimento das exportações brasileiras de petróleo em março, concentrando a maior parcela da expansão registrada no período.
Dados divulgados nesta terça-feira (7) indicam que o país asiático respondeu por cerca de US$ 1,6 bilhão dos US$ 2 bilhões adicionais nas vendas externas, com avanço de aproximadamente 100% nas compras.
O resultado consolida a China como principal destino do petróleo brasileiro, em um cenário global marcado por mudanças nas cadeias de energia. A busca por maior segurança no abastecimento e o reforço de estoques estratégicos têm levado diferentes países a ampliar suas importações da commodity.
O desempenho também reflete o aumento da produção nacional, impulsionado pela expansão do pré-sal. Esse crescimento tem ampliado a capacidade de exportação do Brasil e fortalecido sua posição como exportador líquido de petróleo no mercado internacional.
Segundo o diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Herlon Brandão, a valorização do petróleo no mercado global tende a gerar efeitos positivos diretos sobre a balança comercial do país.
Analistas apontam que a demanda chinesa deve seguir aquecida ao longo de 2026, sustentada pela estratégia de diversificação de fornecedores e recomposição de reservas energéticas.
Ao mesmo tempo, especialistas destacam a necessidade de o Brasil avançar na agregação de valor às exportações, reduzindo a dependência de commodities e ampliando sua participação em setores mais tecnológicos.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











