O setor elétrico brasileiro registrou um importante avanço nesta sexta-feira (27) com a realização do primeiro leilão de transmissão de energia de 2026.
O certame ocorreu na B3, em São Paulo, sob coordenação da Agência Nacional de Energia Elétrica, e garantiu a contratação de projetos estratégicos para expansão da infraestrutura energética do país.
Ao todo, foram ofertados cinco lotes, que somam aproximadamente R$ 3,3 bilhões em investimentos.
Os projetos contemplam a construção de 798 quilômetros de linhas de transmissão, além da ampliação de subestações, com potencial de geração de cerca de 8,4 mil empregos diretos e indiretos.
As obras deverão ser concluídas em até 60 meses e abrangem estados como Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo.
A disputa foi marcada por forte competitividade, com deságios — descontos sobre a Receita Anual Permitida (RAP) — que chegaram a 54,8%, indicando elevado interesse do mercado e expectativa de retorno dos investimentos.
Entre os destaques do leilão estão as empresas Engie Brasil Energia e Cymi Construções e Participações, que conquistaram dois lotes cada. Já o Consórcio BR2ET ficou com um dos projetos.
O lote 1, que inclui empreendimentos no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, foi arrematado pela Cymi, com proposta de cerca de R$ 46,6 milhões de RAP e deságio de 46,85%. O lote 2, com projetos no Paraná e em Santa Catarina, ficou com a Engie, que apresentou desconto semelhante.
No lote 3, dividido em quatro sublotes na região Nordeste, a Engie voltou a se destacar, com deságio médio superior a 54%. Já o lote 4, localizado na Bahia e em Sergipe, foi vencido pelo Consórcio BR2ET.
O lote 5, que atende regiões do Mato Grosso e do Pará, ficou novamente com a Cymi, com desconto superior a 50%.
O resultado do leilão reforça a estratégia de modernização do sistema elétrico nacional, considerada fundamental para garantir segurança no fornecimento de energia e acompanhar o crescimento da demanda no país, especialmente diante da expansão industrial e do avanço de fontes renováveis.
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