A deputada federal Erika Hilton foi eleita nesta quarta-feira (11) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, gerando intensos debates entre parlamentares conservadores e progressistas. Com 11 votos, Hilton se tornou a primeira mulher trans a comandar o colegiado.
Deputadas de direita, como Clarissa Tércio e Chris Tonietto, criticaram a eleição. Tércio afirmou que “não tem o que comemorar” e defendeu que a comissão deveria ser presidida por uma “mulher de verdade”, enquanto Tonietto questionou o que chamou de uso político do colegiado.
Por outro lado, parlamentares progressistas celebraram a escolha. Sâmia Bomfim, Erika Kokay e Juliana Cardoso parabenizaram Hilton, destacando a importância da representatividade no comando da comissão.
Em suas primeiras declarações, Erika Hilton anunciou que pretende acelerar projetos voltados à proteção de mulheres e meninas, além de discutir temas como a disseminação de discursos “Red Pill” nas redes sociais, violência digital, inteligência artificial e deepnudes.
A deputada ressaltou que fatores como raça, classe social e origem ainda influenciam o acesso a direitos e a forma como mulheres são tratadas, e comemorou a vitória como um passo de reparação histórica.
Nas redes sociais, Hilton afirmou assumir a presidência com “honra, alegria e um sabor muito especial de vitória” e destacou que não se deixa abalar por críticas transfóbicas, apesar da oposição de setores do centrão e da extrema direita.
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