Três policiais militares do Rio de Janeiro foram presos acusados de roubar celulares durante a abordagem a um ônibus no Arco Metropolitano, na altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro após investigação conduzida em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar.
De acordo com as apurações, os agentes estavam fardados e em serviço quando interceptaram o coletivo por volta das 2h da madrugada. O ônibus transportava cerca de 30 passageiros e seguia viagem de São Paulo com destino ao Espírito Santo.
Segundo o Ministério Público, os policiais iniciaram a fiscalização pelo bagageiro do veículo, mas não encontraram irregularidades. Em seguida, entraram no ônibus e identificaram uma caixa com 11 celulares que pertenciam a dois comerciantes que estavam entre os passageiros.
Os agentes alegaram que os aparelhos não possuíam nota fiscal e decidiram apreender os celulares. No entanto, as vítimas afirmaram que possuíam os comprovantes de compra e pediram para se deslocar até uma delegacia para apresentar a documentação. Ainda assim, segundo o relato das vítimas, os policiais se recusaram a levar o caso à autoridade policial e ficaram com os aparelhos.
O prejuízo estimado pelos comerciantes pode ultrapassar R$ 100 mil.
Durante a investigação, dois dos celulares foram recuperados. Um dos aparelhos estava em posse de um dos policiais investigados e outro foi localizado com a esposa dele. Os demais dispositivos também foram rastreados pelas autoridades.
Os policiais presos são os sargentos Joás Ramos do Nascimento e Denis Willians Neres Alpoim, além do cabo Rogério Vieira Guimarães. Eles atuavam em uma unidade da Polícia Militar localizada em Jardim Primavera, em Duque de Caxias.
O caso foi investigado pela Corregedoria da PM em conjunto com o Ministério Público. As autoridades também apuram a possibilidade de participação de outras pessoas e investigam se houve um episódio semelhante envolvendo os mesmos agentes em outra abordagem.
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