A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Sephience, indicado para o tratamento da fenilcetonúria, uma condição genética causada pela deficiência da enzima hepática que converte a fenilalanina, presente nas proteínas, em tirosina.
De acordo com a agência, o excesso de fenilalanina no sangue é neurotóxico, podendo provocar déficits neurocognitivos graves e deficiência intelectual irreversível. O controle desse aminoácido deve começar no primeiro mês de vida e ser mantido ao longo de toda a vida.
O Sephience atua na quebra da fenilalanina, proporcionando maior flexibilidade na dieta e melhoria na qualidade de vida de crianças e adultos com a doença.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a fenilcetonúria ocorre em aproximadamente 1 a cada 15 mil a 17 mil nascimentos no Brasil. O diagnóstico precoce é realizado pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), por meio da detecção de níveis elevados de fenilalanina no sangue do recém-nascido, coletado entre o terceiro e quinto dia de vida.
Crianças afetadas geralmente não apresentam sintomas ao nascer, mas, se não tratadas nas primeiras semanas, podem desenvolver atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, odor característico na urina e no suor, alterações comportamentais e deficiência intelectual.
Familiares devem ficar atentos à presença de fenilalanina em alimentos industrializados e medicamentos, evitando produtos que contenham aspartame.
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