Em meio aos desfiles e blocos que movimentam o Carnaval do Rio de Janeiro, a festa também se torna espaço para debate sobre a violência contra a mulher. Aproveitando a visibilidade da folia, a Liga Independente dos Blocos de Embalo do Estado do Rio de Janeiro (Liberj) organiza uma mobilização de conscientização durante o período festivo.
A ação acontece na segunda-feira (16), às 18h, com concentração na Avenida Chile, no Centro da capital. O chamado Bloco da Não Violência Contra Mulher reunirá integrantes de diversas agremiações, como a Banda da Folia e a Confraria da Bebidinha, além de ritmistas e componentes dos 20 blocos filiados à liga.
O grupo levará faixas, cartazes e mensagens educativas, além de divulgar canais oficiais para denúncia de casos de violência de gênero.
Segundo o diretor da Liberj, Édson Baiga, a iniciativa busca envolver toda a sociedade, especialmente os homens, na defesa do respeito às mulheres. Ele citou dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública que apontam aumento nos registros de feminicídio na última década, reforçando a necessidade de ampliar o debate em períodos de grande aglomeração.
Para a economista e foliã Gabriela Szprinc, ações como essa são essenciais para garantir que mulheres possam aproveitar a festa com liberdade e segurança. Ela destaca que ocupar os espaços públicos e celebrar o Carnaval deve ser um direito exercido com respeito e proteção.
A mensagem dos organizadores é clara: Carnaval é sinônimo de alegria, mas também de dignidade. Em situações de violência, o Disque 180 funciona 24 horas por dia para orientação e recebimento de denúncias.
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