O secretário adjunto do Departamento de Assuntos Econômicos, Energéticos e Comerciais dos Estados Unidos, Caleb Orr, afirmou que o Brasil é considerado um parceiro estratégico para o processamento de minerais críticos e terras raras. A declaração foi feita nesta quarta-feira (11), durante coletiva virtual com a imprensa brasileira.
Segundo Orr, Washington convidou o Brasil a integrar uma coalizão internacional voltada ao fortalecimento da cadeia global de minerais estratégicos, com o objetivo de reduzir a dependência da China, que atualmente lidera o mercado mundial de processamento desses insumos.
O representante norte-americano destacou que o Brasil possui reservas significativas de terras raras e outros minerais considerados essenciais para setores como tecnologia, defesa, energia renovável e mobilidade elétrica. Para ele, a diversidade da economia brasileira cria condições favoráveis para o desenvolvimento de etapas de beneficiamento e refinamento no próprio território nacional.
“Os Estados Unidos reconhecem a importância de uma parceria sólida no processamento, seja no Brasil, nos EUA ou em ambos os países”, afirmou Orr durante a coletiva.
De acordo com o secretário adjunto, as negociações entre os dois países estão em andamento e há expectativa de avanços nas próximas etapas. Ele também informou que os Estados Unidos já financiam projetos relacionados ao setor mineral em território brasileiro.
Minerais críticos e terras raras são fundamentais para a produção de baterias, turbinas eólicas, semicondutores, equipamentos eletrônicos e sistemas militares. Embora diversos países possuam reservas naturais, a etapa de processamento e refino é altamente concentrada, com predominância chinesa.
A possível cooperação entre Brasil e Estados Unidos pode representar oportunidades de investimento, transferência de tecnologia e maior inserção do país nas cadeias globais de valor. Especialistas apontam que o desafio será estruturar acordos que garantam desenvolvimento industrial interno, evitando a exportação de matéria-prima com baixo valor agregado.
O tema deve ganhar relevância nos próximos meses, à medida que cresce a disputa internacional por segurança energética e autonomia na produção de insumos estratégicos.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











