O ex-deputado federal Antônio Carlos Pereira Pinto morreu na madrugada de terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano e faleceu de causas naturais, segundo informações divulgadas por familiares.
Natural de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Antônio Carlos construiu uma trajetória política de destaque no estado. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, exerceu três mandatos como deputado estadual e também ocupou o cargo de secretário de Agricultura do Rio de Janeiro.
Em 1968, durante o período mais rígido da Ditadura Militar, teve o mandato federal cassado com base no Ato Institucional nº 5 (AI-5), instrumento que ampliou os poderes do regime, fechou o Congresso Nacional e suspendeu direitos políticos de diversos parlamentares. A cassação marcou definitivamente sua vida pública e o colocou entre os políticos atingidos pelas medidas autoritárias do período.
Além da atuação política, Antônio Carlos também era empresário e integrava uma tradicional família ligada ao setor sucroalcooleiro em Campos dos Goytacazes. Era filho de Jorge Pereira Pinto e Alcinda Pinheiro Lopes Pereira Pinto.
Ele deixa a esposa, Maria Cecília Lamy, e o filho Nelson Pereira Pinto. Outro filho, Antônio Carlos Pereira Pinto Júnior, já é falecido.
Após o fim da vida parlamentar, manteve envolvimento com atividades culturais e sociais, sendo lembrado por amigos e familiares como um defensor de princípios democráticos e do desenvolvimento regional.
Autoridades e lideranças políticas lamentaram a morte. O prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, manifestou pesar e destacou a importância histórica do ex-deputado para o município e para o estado do Rio de Janeiro.
O velório foi realizado na quarta-feira, 11 de fevereiro, no Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio. Em seguida, o corpo foi encaminhado para cremação.
Com quase um século de vida, Antônio Carlos Pereira Pinto atravessou momentos decisivos da história política brasileira, deixando seu nome registrado tanto na trajetória institucional do estado quanto na memória do período de exceção vivido pelo país.
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