A professora de Direito Penal Juliana Santiago, de 41 anos, morreu na noite de sexta-feira (6) após ser atacada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho, capital de Rondônia.
De acordo com informações apuradas, o ataque aconteceu logo após o término da aula. Testemunhas relataram que o aluno do 5º período do curso de Direito, identificado como João Cândido, permaneceu no local aguardando que a professora ficasse sozinha. Em seguida, os dois teriam iniciado uma discussão, que terminou com o agressor desferindo golpes de faca contra Juliana.
A professora foi atingida nos dois seios e sofreu uma laceração no braço. Alunos que estavam próximos prestaram os primeiros socorros e a levaram às pressas para o Hospital João Paulo II. No entanto, Juliana não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.
Após o crime, o suspeito tentou fugir, mas foi contido por um estudante que é policial militar. Vídeos gravados por pessoas que estavam na instituição mostram o momento em que o agressor é imobilizado logo após o ataque.
Em depoimento à polícia, João Cândido afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses e que o crime teria sido motivado por vingança, após descobrir que ela teria retomado contato com o ex-marido. Essa versão, no entanto, não foi confirmada pela família da vítima nem pelas autoridades responsáveis pela investigação.
O suspeito também alegou que a faca utilizada no ataque teria sido entregue pela própria professora no dia anterior, dentro de uma vasilha com um doce de amendoim. A informação não foi confirmada oficialmente.
A instituição de ensino divulgou nota de pesar, suspendeu as aulas por três dias e afirmou estar colaborando com as investigações. Outras faculdades e entidades educacionais também se manifestaram em repúdio ao crime.
O corpo de Juliana Santiago foi liberado pelo Instituto Médico Legal na tarde de sábado (7) e encaminhado para Salvador, na Bahia, onde deve ocorrer o velório. A família não informou o horário nem o local da cerimônia.
Além de professora universitária, Juliana era escrivã da Polícia Civil. O caso está sendo investigado pelas autoridades de Rondônia como feminicídio.
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