Um incidente durante uma manifestação em Brasília chamou atenção para falhas na organização e segurança de atos políticos. No domingo (25), a marcha organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, foi atingida por um raio, deixando 72 pessoas feridas, das quais cerca de 30 precisaram ser hospitalizadas.
Políticos de diferentes espectros consideraram o evento “irresponsável” e criticaram a coordenação da marcha. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que houve falhas graves de comunicação com órgãos de segurança:
“A marcha do Nikolas foi marcada pela irresponsabilidade. Andaram pela BR-040 sem informar PRF, DNIT ou autoridades competentes, fecharam pistas e até helicóptero pousou na borda da estrada. Brincaram com a vida das pessoas”, disse em publicação nas redes sociais.
A deputada Erika Hilton também destacou a negligência com a segurança dos participantes. “Quem convoca a população para andar 200 quilômetros no acostamento de uma BR precisa ter clareza para dialogar com autoridades e se atentar aos alertas de risco”, escreveu em sua conta na rede X.
O deputado Nikolas Ferreira se pronunciou horas após o incidente, garantindo que os feridos estavam bem e descrevendo o episódio como um “incidente natural”. Ele compartilhou imagens de sua visita aos manifestantes hospitalizados no Hospital de Base, reafirmando que não houve negligência por parte da organização da marcha.
O caso gerou debate sobre a responsabilidade de organizadores em eventos públicos de grande escala, especialmente em situações de risco meteorológico, e reforçou a necessidade de coordenação com autoridades competentes para garantir a segurança dos participantes.
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