A morte de um animal de estimação pode desencadear um sofrimento emocional tão intenso quanto a perda de um parente próximo, segundo um estudo recente publicado na revista científica PLOS One.
A pesquisa aponta que, em determinados casos, a dor provocada pela perda de um pet é profunda e duradoura, podendo evoluir para um quadro de luto prolongado.
O levantamento, realizado no Reino Unido, revelou que aproximadamente um terço dos adultos já enfrentou a morte de um animal de estimação. Entre esses participantes, mais de 20% afirmaram que essa perda foi mais dolorosa do que a morte de uma pessoa.
Os dados também indicam que 7,5% dos entrevistados apresentaram sintomas compatíveis com o transtorno de luto prolongado, proporção semelhante à observada após o falecimento de familiares ou amigos próximos.
Embora a morte de animais não esteja formalmente incluída nos critérios diagnósticos desse transtorno, os pesquisadores destacam que o impacto emocional identificado é comparável ao luto humano.
O estudo levanta questionamentos sobre as classificações psiquiátricas atuais e se elas refletem adequadamente os vínculos afetivos profundos construídos entre tutores e seus animais.
Outro aspecto destacado pela pesquisa é o isolamento emocional vivido por muitos tutores. A dor causada pela perda de um pet costuma ser minimizada socialmente, configurando o chamado luto não reconhecido. Esse tipo de sofrimento, frequentemente vivenciado em silêncio, pode intensificar o impacto psicológico e dificultar o processo de superação.
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