Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgou nesta terça-feira (13) uma carta pública na qual afirma que seu pai enfrenta perseguição política e tortura moral enquanto permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Na mensagem, Carlos destacou que tem se mobilizado para permanecer próximo de Jair Bolsonaro, citando um suposto agravamento do estado de saúde do ex-presidente desde a determinação de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“O que estão fazendo agora não é justiça. É perseguição, é tortura, é imoralidade. É a tentativa metódica de te esgotar por dentro, de te afastar de quem você ama, de te fazer acreditar que está sozinho. Mas você não está. Nunca esteve”, escreveu Carlos, ressaltando a importância do apoio familiar neste período.
A carta reforça a narrativa da defesa do ex-presidente, que classifica a detenção como motivada politicamente, e não como resultado de processo judicial legítimo. Carlos Bolsonaro também mencionou o impacto psicológico da prisão sobre os familiares, enfatizando a necessidade da presença constante para evitar que Jair Bolsonaro se sinta isolado ou desamparado.
A detenção ocorre em meio a investigações conduzidas pelo STF e pela Polícia Federal sobre supostas condutas ilícitas durante o mandato de Jair Bolsonaro. Enquanto a defesa alega que a prisão é injusta e politicamente motivada, autoridades afirmam que a medida segue os trâmites legais previstos na legislação brasileira.
O caso divide opiniões no país, com apoiadores do ex-presidente enxergando perseguição política e críticos considerando a detenção uma ação necessária para garantir o cumprimento da lei. A carta chega em meio a um clima de tensão política, com aliados mobilizando manifestações e advogados fortalecendo estratégias de defesa.
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