O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, reconheceu nesta terça-feira (28) que a Operação Contenção — ação conjunta das polícias Civil e Militar — ultrapassou “os limites e as competências” do governo estadual.
Durante coletiva de imprensa, Castro afirmou que a ofensiva, considerada a mais letal da história recente do Rio, foi necessária para enfrentar o avanço das facções criminosas.
“Eu até entendo que estamos excedendo as nossas competências, mas continuaremos as excedendo. E, se precisarmos exceder ainda mais, o faremos, na nossa missão de servir e proteger nosso povo”, declarou o governador.
A operação, que mobilizou 2,5 mil agentes, resultou em 64 mortes, incluindo quatro policiais, além de mais de 80 prisões e a apreensão de 75 fuzis.
Segundo Castro, o estado “enfrenta uma guerra” e atua sem o apoio necessário do governo federal.
“Para uma guerra dessa, deveríamos ter apoio muito maior, talvez até das Forças Armadas”, afirmou.
O governador destacou que o plano de ação foi elaborado ao longo de seis meses e contou com aval judicial e acompanhamento do Ministério Público. O Ministério da Defesa confirmou que o pedido de apoio logístico da Marinha foi condicionado a uma GLO, que depende de decreto presidencial. O Ministério da Justiça, por sua vez, ressaltou que agentes da Força Nacional seguem atuando em parceria com o estado.
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