O Brasil não tem tempo a perder com a desordem que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam promover acalentando o sonho de intervenção militar.
Bloqueiam rodovias, aglomeram-se nas portas dos quartéis na esperança de ecoar a voz de um general anulando o resultado das eleições. É uma quimera que terá sérias consequências para líderes de células desses movimentos. Eles, certamente, serão indiciados.
Não fosse a sucessão de crimes já consumados, essas manifestações seriam exóticas em tempos de democracia. É uma reação iniciada após o resultado das eleições de domingo, 30 de outubro, que espera provocar uma insurreição militar para destituir um presidente eleito que ainda não foi empossado, rasgar a Carta Magna, confrontar todos os demais poderes (Legislativo e Judiciário), além dos organismos internacionais.
Tudo para fazer prevalecer o desejo de seguidores de uma corrente política derrotada nas urnas, que mais parece uma seita bolsonarista. Um país que voltou ao mapa da fome, que precisa recuperar-se dos efeitos deletérios de uma pandemia e que vai enfrentar uma recessão global, conforme prevê relatórios do FMI (Fundo Monetário Internacional) e Banco Mundial, não pode perder tempo com essas excentricidades.
A eleição acabou. É hora de fazer uma transição pacífica para o país caminhar, até porque os boletos e as contas a pagar continuam chegando para as pessoas físicas e jurídicas.
O Brasil precisará de um Estado presente, que fomente setores vitais para retomar o fluxo de renda e a geração de empregos. De órgãos de controle externo que garantam a segurança jurídica e forças de segurança que mantenham a tranquilidade nas ruas. A pacificação política está na ordem do dia e aos que almejam a guerra, o rigor da lei.
*Roberto Barbosa é jornalista e autor do livro Minha Aldeia, Minha Trincheira. Leia e compartilhe as notícias do Diário da Guanabara.












