Durante uma sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares Alves revelou pela primeira vez em plenário que foi diagnosticada com câncer de mama em meados de julho. Na ocasião, pediu para encerrar a sessão alegando estar no limite físico devido ao tratamento.
Em suas redes sociais, detalhou que o diagnóstico ocorreu em 18 de julho, que conseguiu realizar todos os exames necessários e passar por cirurgia em apenas 18 dias, retornando ao trabalho cinco dias após a operação. Em setembro, iniciou as sessões de radioterapia e ressaltou que já se considera vitoriosa e curada, destacando a importância da detecção precoce da doença.
Mesmo em tratamento, Damares reforçou que continuará trabalhando, participando das atividades parlamentares e atuando em projetos voltados à população e às crianças do Distrito Federal.
Especialistas lembram que o câncer de mama apresenta alta taxa de cura quando diagnosticado precocemente. Além de cirurgia e radioterapia, existem tratamentos avançados como drogas-alvo e imunoterapia, que aumentam a eficácia do combate à doença.
No Brasil, a projeção para 2025 indica 73.610 novos casos de câncer de mama, representando mais de 10% de todos os diagnósticos oncológicos no país. A doença é a mais comum entre mulheres e também registra o maior número de mortes, com cerca de 11,84 óbitos por 100 mil brasileiras. Estudos mostram que a realização regular de mamografias pode reduzir a mortalidade em até 40%. A recomendação é que mulheres entre 50 e 69 anos façam o exame a cada dois anos, embora especialistas defendam a realização anual a partir dos 40 anos.
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