O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu, nesta segunda-feira (26), o processo de credenciamento para o público que deseja acompanhar presencialmente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete aliados, acusados de envolvimento no núcleo central da tentativa de golpe de Estado. As sessões estão agendadas para ocorrer entre os dias 2 e 12 de setembro de 2025.
Além do público em geral, o credenciamento também é destinado aos advogados dos réus pertencentes aos outros três núcleos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que queiram acompanhar os julgamentos presencialmente.
Os interessados devem preencher um formulário eletrônico e enviar a solicitação até as 14h da próxima quinta-feira (28). No formulário, será necessário informar o dia e horário em que pretendem comparecer às sessões. A confirmação da inscrição será enviada pelo cerimonial do STF até o dia 1º de setembro.
Julgamento do núcleo 1
O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. O grupo julgará os réus do chamado “núcleo 1”, apontado pela PGR como o centro estratégico da articulação golpista que visava impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Os réus são acusados pelos crimes de:
- Organização criminosa armada
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça
- Deterioração de patrimônio tombado
Caso sejam condenados, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Réus do núcleo 1:
- Jair Bolsonaro – ex-presidente da República
- Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
- Almir Garnier – ex-comandante da Marinha
- Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF
- Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
- Paulo Sérgio Nogueira – general da reserva e ex-ministro da Defesa
- Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente em 2022
- Mauro Cid – tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
O julgamento é considerado um marco na resposta institucional aos ataques antidemocráticos ocorridos após as eleições de 2022. A expectativa é de que o caso tenha grande repercussão nacional e internacional.
*Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











