O Carnaval do Rio de Janeiro vai passar por uma transformação histórica em 2026. O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, anunciou o fim do tradicional carro de som nos desfiles do Grupo Especial. A novidade foi revelada durante sua participação no podcast SambaPod, publicada nesta quinta-feira (31).
A medida integra uma ampla reformulação no sistema de som da Marquês de Sapucaí. Segundo Gabriel, os testes da nova estrutura foram realizados há três semanas e apresentaram resultados expressivos, com melhorias na qualidade e clareza da sonorização.
No novo modelo, os intérpretes das escolas de samba passarão a utilizar fones de ouvido com retorno individual, semelhante ao que é usado em grandes shows e festivais. A proposta é trazer maior controle e qualidade técnica à apresentação das agremiações na avenida.
“O carro de som estava em desuso e não fazia mais sentido operacionalmente. Agora teremos um sistema de som moderno, com mesa digital, nova rede de conexão e caixas de última geração”, afirmou Gabriel David.
A reformulação também impacta os ensaios técnicos, que passarão a ser realizados em apenas dois finais de semana antes do Carnaval. A intenção é otimizar o tempo e os recursos das escolas, além de concentrar os preparativos em quadras e ruas, o que fortalece a ligação com as comunidades.
Com a eliminação dos carros de som e a adoção do sistema digital, a Liesa aposta em uma experiência mais profissional, precisa e envolvente para o público na Sapucaí. Segundo especialistas, a mudança representa um marco de modernização para os desfiles das escolas de samba.
O calendário oficial do Carnaval 2026 será organizado em quatro semanas: duas para ensaios técnicos no Sambódromo, seguidas pelos desfiles oficiais e, por fim, os eventos pós-Carnaval, como apuração, desfile das campeãs e das escolas mirins.
A expectativa é de que o novo formato eleve ainda mais o nível artístico dos desfiles e ofereça uma experiência sonora inédita tanto para o público quanto para os sambistas.
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