Uma operação conjunta da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e da Delegacia Fazendária resultou na apreensão de mais de 300 celulares sem comprovação de origem em um mercado popular localizado no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação ocorreu nesta semana e faz parte da Operação Rastreio, voltada ao combate ao comércio de aparelhos furtados e roubados.
Durante a ação policial, houve correria e o fechamento repentino de diversos boxes do mercado. Ainda assim, os agentes conseguiram conter a movimentação e conduzir 17 pessoas à delegacia. Após análise das condutas individuais, 10 delas foram autuadas em flagrante por receptação.
De acordo com a Polícia Civil, todos os celulares apreendidos estavam sem nota fiscal ou qualquer documentação que comprovasse sua origem lícita, o que caracteriza indícios de crime. Os aparelhos passarão por perícia e terão os dados cruzados com registros de furto e roubo, com o objetivo de identificar os proprietários legítimos e permitir a devolução dos bens.
A Operação Rastreio, coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, tem como foco desarticular toda a cadeia criminosa que envolve a subtração, desbloqueio e revenda de celulares no estado. Desde o início da ofensiva, mais de cinco mil aparelhos foram recuperados e estão em processo de devolução aos donos.
As autoridades reforçam a importância de não adquirir aparelhos sem nota fiscal ou com preços muito abaixo do mercado. A compra de produtos oriundos de crime alimenta o ciclo da violência urbana e também configura crime de receptação, com pena prevista de até quatro anos de reclusão.
A população pode colaborar com as investigações por meio de denúncias anônimas ao Disque Denúncia (2253-1177) ou diretamente nos canais oficiais da Polícia Civil.
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