Em publicação nesta sexta-feira (25) na rede social X, o deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu a aprovação de uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para os condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Segundo o parlamentar, essa medida seria uma “sinalização mínima” para que o Brasil mostre que pretende ser uma democracia respeitável.
Eduardo alertou ainda que a falta de avanço no projeto de anistia pode estar ligada a uma pressão crescente dos Estados Unidos, que poderiam aplicar sanções contra lideranças do Congresso Nacional, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o da Câmara, Hugo Motta.
“Já disse, inclusive, que estou aberto a contribuir com Davi Alcolumbre e Hugo Motta e colocá-los dentro da Casa Branca para que eles sejam os grandes interlocutores disso tudo, mas não posso fazê-lo antes do Brasil dar uma sinalização mínima de que pretende ser uma democracia respeitável”, escreveu.
O deputado também relacionou a rejeição à anistia com medidas recentes do governo americano, como a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, ressaltando que fala a partir de sua percepção sobre Washington e não em nome do governo dos EUA.
Eduardo Bolsonaro criticou ainda as operações da Polícia Federal contra familiares de líderes do Congresso, classificando-as como ameaças à estabilidade institucional do país. Ele citou a Lei Magnitsky, mecanismo americano que permite sanções contra autoridades estrangeiras por violações de direitos humanos, e mencionou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes como possível alvo dessas reações.
Por fim, o deputado afirmou estar disposto a abrir mão de seu capital político para promover um entendimento institucional entre as lideranças do Congresso. “Não sou um arrogante, metido como alguns insistem em me retratar. Só quero o melhor para os brasileiros”, concluiu.
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