O Brasil foi oficialmente convidado pelos Fundos de Investimento Climático (Climate Investment Funds – CIF) a preparar um plano de investimento de até US$ 250 milhões no âmbito do Programa de Descarbonização da Indústria (Industry Decarbonization Program – IDP). A decisão, aprovada nesta quarta-feira (11), pelo Comitê do Fundo Fiduciário do CIF, representa um avanço estratégico do país na transição para uma economia de baixo carbono.
A proposta brasileira recebeu a maior pontuação entre 26 candidaturas apresentadas por países elegíveis. O destaque foi atribuído ao alto grau de ambição da iniciativa, sua maturidade institucional e a forte articulação com políticas públicas já existentes no Brasil. A estratégia visa descarbonizar setores industriais intensivos em emissões, como os de cimento, aço, alumínio, químicos e fertilizantes, apostando em inovação, economia circular e na geração de empregos verdes.
A Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda (Sain/MF) coordenou a submissão da proposta, representando o Brasil no comitê do CIF. Também participaram ativamente os Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e instituições multilaterais parceiras, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial e a International Finance Corporation (IFC).
A proposta integra a estratégia do Novo Brasil e está conectada à Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), que busca mobilizar recursos públicos e privados para impulsionar a descarbonização econômica, promover o uso sustentável dos recursos e melhorar a qualidade de vida da população.
Com o convite formalizado, o Brasil inicia agora a elaboração do plano de investimento, que deverá ser submetido à aprovação do Comitê do CIF nos próximos meses. O documento final incluirá os projetos prioritários, instrumentos financeiros e mecanismos para atrair capital privado, consolidar cadeias produtivas de tecnologias limpas e ampliar o acesso a soluções sustentáveis na indústria nacional.
A iniciativa representa um marco para a política ambiental e industrial brasileira e posiciona o país como protagonista nas discussões globais sobre transição energética e combate às mudanças climáticas.
*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











