Ramesh Viswashkumar, de 40 anos, é até o momento o único sobrevivente conhecido entre os 242 ocupantes do avião da Air India que caiu na última quinta-feira (12) em Ahmedabad, na Índia. O voo tinha como destino o aeroporto de Gatwick, em Londres. Segundo a polícia local, Viswashkumar estava próximo a uma saída de emergência e conseguiu escapar saltando pela porta.
De acordo com o próprio sobrevivente, que permanece hospitalizado, ele viajava com o irmão após uma visita à família na Índia. Falando de sua cama no hospital, Viswashkumar relatou momentos de desespero ao se deparar com a destruição após o impacto. “Quando me levantei, havia corpos ao meu redor. Eu estava com medo. Levantei-me e corri. Havia pedaços do avião por toda parte. Alguém me agarrou, colocou em uma ambulância e me trouxe ao hospital”, disse ao jornal Hindustan Times.
Ainda não está claro se Viswashkumar conseguiu pular antes da queda ou se escapou após o impacto. Imagens exibidas por canais de notícias indianos mostraram um homem ferido, vestindo camiseta branca manchada de sangue e calças escuras, mancando em uma rua e sendo socorrido por um médico. A aparência coincidiu com fotos do sobrevivente publicadas pela imprensa local após o acidente.
Uma foto do cartão de embarque divulgada pelo Hindustan Times indicava que Viswashkumar estava no assento 11A. Segundo autoridades locais, seu irmão, Ajay, estava em uma fileira diferente e ainda está desaparecido. “Estamos muito abalados. Não temos notícias do Ajay”, afirmou Ajay Valgi, primo de Viswashkumar que vive em Leicester, no Reino Unido.
A oficial Vidhi Chaudhary, da polícia de Ahmedabad, confirmou que Viswashkumar estava posicionado próximo à saída de emergência e conseguiu escapar. Familiares informaram que ele está consciente e em contato com parentes no Reino Unido, mas preferiram não divulgar mais detalhes.
Viswashkumar é casado e tem um filho, segundo relatos da família.
O avião da Air India caiu em uma área residencial próxima ao aeroporto, colidindo com um albergue universitário durante o horário do almoço. O acidente é considerado o mais grave da aviação civil mundial nos últimos dez anos. Mais de 240 pessoas morreram, incluindo vítimas em solo. A polícia corrigiu uma estimativa anterior de 294 mortos, explicando que partes de corpos haviam sido contadas mais de uma vez.
Equipes de resgate seguem atuando na área da tragédia, e as buscas continuam por possíveis sobreviventes ou desaparecidos.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações Agência RT. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












