Na última quinta-feira (24), uma operação coordenada pela 4ª Promotoria de Justiça Criminal de Teresópolis, em parceria com a Polícia Civil (110ª DP), a Polícia Militar (30º BPM) e o Grupo de Apoio aos Promotores (GAP/MPRJ), resultou na apreensão de 38 pés de cannabis sativa e aproximadamente 40 quilos da droga já processada e embalada.
A ação ocorreu na Fazenda Vrajabume, localizada no bairro de Canoas, região conhecida pela tranquilidade, mas que escondia uma estrutura sofisticada para o cultivo e distribuição de entorpecentes.
De acordo com mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Teresópolis, os agentes encontraram no local uma estufa dedicada ao cultivo ilegal, além de 51 tabletes de maconha prontos para transporte.
Também foram confiscados fertilizantes, balanças de precisão e outros equipamentos usados no processamento da droga. A fazenda, que abriga o Spa Gaura Mandir, aparentemente um refúgio de luxo, servia de fachada para a produção em larga escala.
As investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) revelaram que o responsável pela propriedade mantém ligações com o Comando Vermelho (CV). Segundo apurações, um dos líderes da facção na região seria o fornecedor das drogas cultivadas no local. “A operação expõe uma rede que alia aparência legal a atividades criminosas, com ramificações perigosas”, destacou um representante do MPRJ.
Uso de estabelecimento de fachada
A operação reforça a atuação integrada entre Ministério Público e forças de segurança no combate ao narcotráfico.
As provas coletadas, incluindo registros financeiros e digitais, devem embasar processos contra os envolvidos. Enquanto o proprietário da fazenda é investigado, autoridades buscam confirmar o papel de outros membros do CV na operação.
O caso chama atenção para o uso de propriedades rurais e estabelecimentos aparentemente legais como fachadas para o crime organizado. A população local foi surpreendida pela descoberta, que coloca Teresópolis no centro de um debate sobre segurança pública e infiltração de facções em áreas residenciais.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações do MPRJ. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












