Um incêndio de grandes proporções atingiu a fábrica de óleo da Moove, antiga Cosan, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro, no último sábado (8). O fogo, que destruiu parte da unidade produtiva, deixou cerca de 650 funcionários apreensivos com a possibilidade de perderem seus empregos. Apesar de não haver feridos, o cenário de incerteza preocupa os trabalhadores, muitos dos quais dependem da fábrica para sustentar suas famílias.
Medo e incerteza entre os funcionários
Uma funcionária, que preferiu não se identificar, revelou que a reconstrução da fábrica pode levar anos, e há rumores de que demissões já estão sendo planejadas. “Estamos com muito medo. Muitas pessoas dependem desse emprego para levar sustento para casa. Acredito que muitos serão desligados”, lamentou. Outro trabalhador, também anônimo, compartilhou sua angústia: “Tenho uma família para sustentar. Como vão refazer tudo? Ainda não sabemos se ainda temos trabalho.”
Problemas com segurança e alarme de incêndio
Funcionários relataram que o alarme de incêndio não funcionou no momento do incidente. Eles foram avisados pelos seguranças para evacuar o local durante o horário de almoço. Apesar de a empresa afirmar que a fábrica estava inoperante no momento do incêndio, trabalhadores estavam presentes no local. Testes mensais de alarme e simulados de incêndio eram realizados, mas a eficácia desses protocolos está sob questionamento.
Monitoramento ambiental e investigação
Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros trabalharam por quase 18 horas para controlar as chamas e iniciaram o rescaldo para evitar novos focos de incêndio. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) está monitorando o espelho d’água próximo à fábrica, onde foram identificados resíduos oleosos. A Polícia Civil também acompanha o caso e realizará uma perícia para apurar as causas do incêndio.
O que diz a Moove
Em nota, a Moove informou que o incêndio foi controlado e ficou restrito à área produtiva, sem atingir tanques de armazenamento ou a comunidade vizinha. A empresa destacou que todos os protocolos de segurança foram seguidos e que está investigando as causas do incidente. “A Moove reforça seu compromisso com a segurança operacional e a preservação do meio ambiente”, afirmou.
Enquanto isso, os funcionários aguardam respostas sobre o futuro de seus empregos e da fábrica, em um cenário marcado por incertezas e preocupações.
O Inea informou que a empresa conta com licença de operação ativa com validade até 28 de outubro de 2029.
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