Em meio às sanções impostas pelos países do Ocidente, a Rússia intensificou suas reservas em ouro, ultrapassando o patamar de US$ 200 bilhões em outubro. Isso equivale a um aumento de 32,9% das reservas internacionais do país, segundo divulgou a autoridade monetária russa.
De acordo com o Banco da Rússia, o investimento do país em ouro cresceu quase 4% no mês passado, quebrando o recorde estabelecido em setembro.
O preço do ouro subiu cerca de 4% em outubro, depois de atingir um recorde de US$ 2.800 por onça durante o mês. Os preços do ouro têm flutuado ultimamente em meio ao aumento das tensões geopolíticas.
A participação do ouro monetário nos ativos internacionais do país, no mês passado, foi a mais alta desde novembro de 1999, quando atingiu 34%. No geral, o nível mais alto da história moderna foi registrado em janeiro de 1993, com 56,9%.
O banco central também disse que as reservas internacionais estavam em US$ 631,6 bilhões em 1º de novembro, uma queda de US$ 2,1 bilhões em relação ao mês anterior.
Quase metade das reservas internacionais da Rússia foram congeladas no Ocidente no início de 2022 como parte das sanções relacionadas à Ucrânia. O Banco da Rússia não forneceu uma análise detalhada do que foi imobilizado.
A parte das reservas da Rússia que não foi congelada consiste em ouro e moeda estrangeira mantidos no país, bem como em yuans chineses.
A presidente do Banco da Rússia, Elvira Nabiullina, disse anteriormente que a estabilidade financeira interna não será afetada se o Ocidente confiscar seus ativos congelados. O regulador vem diversificando suas reservas cambiais há vários anos e atualmente está conduzindo operações com reservas que não são afetadas por sanções, de acordo com Nabiullina.
Moscou denunciou o congelamento dos ativos do banco central como ilegal e disse que quaisquer ações tomadas contra seus fundos soberanos equivaleriam a “roubo”.
O Kremlin alertou sobre retaliação se os fundos forem confiscados, enfatizando que sua apreensão ou qualquer movimento semelhante violaria o direito internacional e prejudicaria as moedas ocidentais, o sistema financeiro global e a economia mundial.











