O empresário e delator do PCC (Primeiro Comando da Capital), Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, foi executado no aeroporto de Guarulhos (SP) na sexta-feira (8), com 10 tiros, segundo registro da Polícia Civil de São Paulo.
Gritzbach, de 38 anos, foi alvejado à luz do dia, na saída da área de desembarque do Terminal 2 por dois homens que desceram de um carro preto.
De acordo com o registro policial, foram ao menos 29 disparos, de calibres diversos. Gritzbach foi atingido por 4 tiros no braço direito, 2 no rosto, 1 nas costas, 1 na perna esquerda, 1 no tórax e 1 no flanco direito (região localizada entre a cintura e a costela).
A Polícia Federal vai atuar no caso. A investigação será realizada em conjunto com a Polícia Civil do Estado, mas o governo federal avalia a possibilidade de federalizar o caso, o que dependeria de um pedido formal à Procuradoria-Geral da República e, em seguida, de aprovação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), dado o caráter delicado da situação.
Gritzbach, figura central nas investigações sobre o PCC, havia firmado em março um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo , comprometendo-se a fornecer informações detalhadas sobre a facção criminosa.
Ele relatou o modus operandi da organização, bem como a estrutura de lavagem de dinheiro operada pela organização criminosa. A facção havia concluído que o empresário desviou cerca de R$ 100 milhões e ordenou a execução de dois de seus membros em 2021.
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— Diário da Guanabara (@diarioguanabara) November 10, 2024
A vítima já havia sido sequestrada por membros do PCC, sendo torturada durante o cativeiro. No acordo de colaboração, homologado pela Justiça em junho, Gritzbach apresentou provas de suas acusações, incluindo transferências bancárias e contratos, além de admitir seu envolvimento em atividades de lavagem de dinheiro, como a venda de imóveis de alto valor.
Ele residia em um apartamento de luxo avaliado em R$ 10 milhões e teria optado por não aceitar a proteção oferecida pelo MPSP, mantendo sua rotina usual. Em vez disso, contratou segurança particular feita por policiais militares, agora suspeitos de colaborar com os assassinos.
Quem era o empresário
Gritzbach tinha 38 anos e atuava como corretor de imóveis na região leste de São Paulo. Segundo o MP de São Paulo, ele teria ajudado a lavar R$ 30 milhões do tráfico de drogas.
De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, Gritzbach também era acusado de ser o mandante do assassinato, Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, ambos ligados ao PCC.
Cara Preta era um dos integrantes mais influentes da organização criminosa e estaria envolvido com o tráfico internacional de drogas e outros crimes. Sem Sangue seria o seu “braço direito”.
Sobre a execução do empresário
O empresário foi executado pouco depois das 16h de sexta-feira (8), do lado de fora do terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o que causou pânico e provocou correria entre os passageiros.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram esse homem já caído no chão. O corpo de bombeiros foi acionado, prestou socorro, mas ele não resistiu e morreu no local.
Um outro homem também foi baleado do lado de dentro do terminal 2 do aeroporto. Não há informações sobre o estado de saúde dessa segunda vítima.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e a Delegacia de Atendimento ao Turista estão investigando o caso.
*Da Agência Fonte Exclusiva com reportagem da TV Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











