Os oito países que integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) decidiram manter os cortes de produção até o final de dezembro de 2024, antes de suprimi-los progressivamente.
A medida anunciada pela organização no domingo (3) busca equalizar os preços no mercado internacional diante de uma queda decorrente dos planos de aumento na produção. No pregão de segunda-feira (4), o mercado reagiu com os preços subindo 3%, com a cotação chegando acima de US$ 75.
“A Arábia Saudita, a Argélia, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Cazaquistão, o Kuwait, Omã e a Rússia, que anunciaram anteriormente cortes voluntários adicionais em abril e novembro de 2023, concordaram em prolongar os ajustes voluntários de produção de novembro de 2023, de 2,2 milhões de barris diários [mb/d], por mais um mês”, destaca o comunicado.
Os cortes serão prorrogados até o final de dezembro de 2024 e depois serão eliminados gradualmente até setembro de 2025.
Entenda o caso
A OPEP+ fixou cotas de produção de petróleo para seus membros como parte de um acordo. Para este ano, o total de produção é de cerca de 39.425 mb/d, excluindo os membros sem cota: Irã, Líbia e Venezuela.
Vários países da organização, entre eles a Rússia e a Arábia Saudita, aplicaram voluntariamente cortes adicionais de 1,66 e 2,2 mb/d, válidos até o final de 2024.
Os 18 países-membros da OPEP+ produziram 34,43 mb/d em setembro. Em agosto, a produção totalizou 34,56 mb/d.
A Agência Internacional de Energia (AIE) manteve previsão para a produção global de petróleo em 2024 inalterada e espera que ela atinja o nível de 102,9 mb/d.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Sputnik News. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











