O clima foi de tensão no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na Zona Norte do Rio de Janeiro, no último sábado (19), com a chegada da comitiva do Grupo Hospitalar Conceição para assumir a direção da unidade. Servidores contrários à nova gestão, indicada pelo Ministério da Saúde (MS), bloquearam as entradas, o que gerou uma confusão generalizada. Uma funcionária do MS ficou ferida.
A comitiva estava no local para avaliar as condições do hospital, que atualmente tem 200 de seus 400 leitos ociosos devido à falta de pessoal, insumos e problemas de infraestrutura.
O grupo de novos gestores chegou ao hospital escoltado pela Polícia Federal, pois vinha enfrentando protestos diários dos servidores desde terça-feira passada (15), quando houve a primeira tentativa de reintegração da unidade hospitalar.
No sábado, a Polícia Militar do Rio interveio, utilizando spray de pimenta para dispersar os manifestantes. Christiane Gerardo, dirigente Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado do Rio de Janeiro, Sindsprev-RJ, foi detida por desobediência e liberada horas depois.
Os servidores temem a precarização e terceirização dos serviços, enquanto o ministério da saúde afirma que os direitos dos funcionários concursados serão preservados e que um edital para a contratação de 2.200 celetistas já foi aberto. A greve no hospital já dura quase cinco meses.
“O que nós estamos vendo é uma verdadeira farsa. O Grupo Hospitalar da Conceição entra no Hospital Federal de Bonsucesso prometendo abrir leito com reforço de 2.200 profissionais e R$50 milhões. Certamente, ele vai conseguir abrir os leitos. Por que? Porque esses já eram os recursos que a todo momento a gestão própria do hospital que era elaborada por uma servidora efetiva solicitava ao governo para abrir os leitos. Então, eles querem passar a imagem para a sociedade que nós não trabalhamos. Isso não é verdade. O orçamento da rede federal está congelado há 10 anos, estamos lutando com um déficit de mais de oito mil profissionais e ainda assim, produzimos somente no ano de 2023, seis unidades de saúde, 815 mil consultas e 45 mil cirurgias, dessas 138 mil consultas no Hospital Federal de Bonsucesso”, afirma Gerardo.
Confira a entrevista completa no vídeo acima.
As mudanças no Hospital Federal de Bonsucesso fazem parte de um plano que deve ser implementado em outras unidades federais, com o objetivo de melhorar o atendimento.
Nesta segunda-feira (21), o Sindsprev-RJ divulgou mais um ato unificado em frente à entrada principal do HFB, a partir das 9 horas.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações do Direto da Redação. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











