Por meio de uma postagem em seu Twitter, o governador do Rio, Claudio Castro, afirmou que o setor de inteligência da Polícia e o Ministério da Justiça estão trocando informações sobre os criminosos que atacaram os agentes durante uma operação realizada no Complexo do Alemão, na última quinta-feira (21).
O levantamento deverá fundamentar o pedido de condução de quatro acusados presos para um presídio federal. Durante a Operação, imagens que viralizaram nas redes sociais mostram disparos de fuzis contra um helicóptero da Polícia. A imagem foi reproduzida no Twitter do governador.
O governador, além de endurecer o discurso, anunciou medidas ainda mais rígidas para o combate à criminalidade e retomada de áreas dominadas por facções criminosas. Também no Twitter, Claudio Castro criticou o seu opositor, o deputado Marcelo Freixo (PSB) por, segundo ele, “defender os marginais”.
Nossas forças de segurança foram covardemente atacadas hoje cedo durante uma grande operação no Complexo do Alemão para prender criminosos. Um policial foi morto e outro, baleado. Lamento profundamente a morte do nosso agente e me solidarizo com a família. pic.twitter.com/Vd95nBWoae
— Cláudio Castro (@claudiocastroRJ) July 21, 2022
“Não há lugar onde o estado não entre no Rio. Não vamos tolerar que esses marginais que Freixo defende continuem atacando uma instituição tão importante e que tanto nos orgulha como a @PMERJ”, escreveu o governador.
“Foi Freixo, seu partido e aliados que proibiram nossas polícias de enfrentar esses bandidos em determinadas áreas. O resultado está aí: bandidos mais seguros e fortemente armados. Mas comigo não tem essa. Polícia se faz com inteligência, investimento, força e boa remuneração”, disparou Castro no Twitter.
Claudio Castro também anunciou reforço no policiamento nas ruas do Rio, com o início da Operação Olhos de Água. O planejamento prevê comboios de agentes percorrendo toda a Região Metropolitana do Rio para reforçar o trabalho da equipe do Polícia Presente.
Em sua página no Twitter, o deputado Marcelo Freixo, citado na postagem do governador, criticou o que definiu como falta de planejamento na operação realizada no Complexo do Alemão.
Sou a favor de operações policiais planejadas e com a polícia bem treinada para combater o crime. Minha solidariedade às famílias do PM Bruno Costa e da Letícia Marinho.
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) July 21, 2022
Vítimas sepultadas
“O objetivo é realizar ações de inteligência no combate à criminalidade e ao tráfico de drogas. A iniciativa inclui monitoramento, coleta de dados e abordagem a pedestres e motoristas”, disse o governador.
Neste sábado (23), o corpo do policial militar Bruno de Paula Costa, de 38 anos de idade, morto durante um ataque de criminosos à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, foi enterrado às 11h30, no Cemitério Parque Jardim da Saudade, na Sulacap, zona oeste da cidade.
Bruno estava de plantão na UPP/Nova Brasília, e foi atingido por um tiro de fuzil no pescoço e não resistiu ao ferimento. O policial deixa uma mulher e dois filhos portadores de autismo.
Na ação, tropas de elite da Polícia Civil e Militar ocuparam o Complexo do Alemão e 18 pessoas morreram, entre eles, 16 criminosos, além do cabo Bruno e uma mulher de 50 anos de idade.
O Portal dos Procurados, do Disque Denúncia, divulgou um cartaz pedindo informações que auxiliem na morte do policial e oferece uma recompensa de R$ 5 mil. Com a morte do policial Bruno, sobe para 32 o número de agentes de segurança mortos em ações violentas desde o início do ano no Rio de Janeiro.
O corpo da outra vítima, Letícia Marinho Sales, foi enterrado às 11h30, no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio Ela foi morta dentro do carro quando deixava o Complexo do Alemão durante a operação policial.
Na sexta-feira (22), moradores do Alemão fizeram um protesto pacífico pedindo paz para a região. As pessoas acenderam velas e levaram cartazes com dizeres “Pobreza não é crime”, “Morador não é bandido”; “Menos tiros, mais escolas”.












