O deputado Marco Feliciano (PL-SP) é pastor de uma das correntes da Assembleia de Deus. Na Câmara Federal, onde exerce mandato parlamentar, é um dos integrantes da bancada evangélica, fazendo parte do núcleo fisiológico deste segmento.
Nos últimos anos, encontrou terreno fértil na onda bolsonarista, quando abraçou abertamente o discurso de extrema direita, com ataques às minorias, sem poupar as mulheres. É um dos que professam discurso de ódio. Sua mais recente investida contra uma mulher no parlamento teve uma resposta que o jogou no canto do ringue.
A relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), usou sua fala qualificando o deputado Marco Feliciano (PL-SP) e misógino e afirmando que não o considera um pastor evangélico pelo modo como trata as mulheres no Congresso Nacional.
Ela também é evangélica da Assembleia de Deus e falou olhando nos olhos do agressor. Eliziane foi além: chamou Feliciano de “hipócrita e fariseu” por pregar falsas palavras.
A parlamentar lembrou do tempo em que vendia cachorro quente para subsidiar as visitas de Feliciano ao Maranhão para pregar na igreja que ela faz parte.
A resposta de Eliziane veio no momento em que Marco Feliciano usou seu tempo de fala para inquirir o sargento Luis Marcos dos Reis para trocar farpas com a relatora. Ele continuava uma provocação para prolongar uma briga que os dois tiveram na terça-feira (22) sobre a quebra de sigilo da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Na ocasião, a sessão foi cancelada pelo presidente da Câmara, Arthur Maia (Progressista-AL).
Marco Feliciano acusou a deputada de usar o fato de ser mulher para poder atacá-lo sem qualquer reprimenda. Já a relatora lembrou que desde o começo da CPMI o deputado a olha com ódio e isso o desclassifica como cristão, porque ele não tolera o modo como ela conduz a comissão e não a respeita.
*Da D+ NEWS TV com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.










