Uma entidade não eclesiástica, mas intrinsecamente ligada à religião, e fundada no final da década de 70, está no radar da Delegacia de Defraudações. De um portfólio vistoso e atraente aos olhos de investidores incautos, exala um forte cheiro de fraude.
Há indícios de uso de patrimônio fictício como garantia na capitalização de dinheiro para investimentos em criptomoedas.
Entre os patrimônios que servem como chamariz, estaria uma fazenda de 900 alqueires no Norte Fluminense. O imóvel, ao que tudo indica, é uma obra de ficção.
A estimativa é de que os prejuízos de quem caiu no conto já ultrapasse a soma de R$ 50 milhões. Há suspeitas que parte desse dinheiro passou pela G.A.S, do encrencado Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, que está confinado em um presídio de segurança máxima. Sempre falta alguém em Nuremberg.
Um dossiê sobre o caso será encaminhado à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara dos Deputados, que investiga o submundo das pirâmides financeiras.
O mercado de criptomoedas pode até ser blindado por criptografia, só que Deus não dorme e vigia atentamente as ovelhas que pulam a cerca para se alimentar de negócios obscuros.
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