A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende recorrer a artistas de projeção internacional e lideranças políticas estrangeiras para ampliar a mobilização em torno de sua candidatura à reeleição. Entre os nomes considerados estão os atores Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo e o músico britânico Roger Waters, ex-integrante da banda Pink Floyd.
A estratégia foi revelada nesta sexta-feira (9) pelo jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, e faz parte de uma reorganização da campanha petista para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A iniciativa ocorre enquanto Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula, recebe declarações de apoio de políticos e partidos de centro-direita.
Apesar de os nomes já serem discutidos pela equipe do presidente, ainda não há confirmação de que DiCaprio, Ruffalo ou Waters tenham aceitado participar da campanha. A eventual colaboração dependerá de contatos e manifestações dos próprios artistas.
Campanha também mira políticos estrangeiros
A movimentação não se limita ao meio artístico. Segundo a CNN Brasil, integrantes da campanha avaliam procurar lideranças internacionais identificadas com a esquerda, entre elas o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, o senador norte-americano Bernie Sanders e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.
A intenção é obter manifestações públicas de apoio que possam ser utilizadas na comunicação eleitoral, especialmente nas plataformas digitais.
A equipe petista também pretende ampliar a participação de artistas e influenciadores brasileiros em vídeos de campanha. A nova fase da propaganda eleitoral gratuita começou nesta sexta-feira (9), com espaço para os dois candidatos apresentarem propostas e buscarem votos para a disputa decisiva.
Uma das prioridades apontadas pela reportagem é o eleitorado jovem. A campanha procura fortalecer sua presença nesse público e alcançar pessoas que não votaram em Lula no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro amplia alianças para o segundo turno
Enquanto Lula busca ampliar o apoio de personalidades públicas, Flávio Bolsonaro trabalha para reunir partidos e lideranças políticas que participaram da disputa presidencial ou ficaram fora da corrida eleitoral.
Nos últimos dias, o candidato do PL recebeu declarações de apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Republicanos, Progressistas (PP), União Brasil, Podemos e Novo também anunciaram apoio à sua candidatura, segundo levantamento publicado pela CNN Brasil.
Na propaganda eleitoral, Flávio começou a explorar essas alianças, utilizando manifestações de políticos que disputaram o primeiro turno. Lula, por sua vez, iniciou a nova etapa com uma comunicação voltada à conquista de eleitores que apoiaram outros candidatos.
Fã-clubes de artistas já se mobilizam nas redes
A aproximação com o universo artístico ocorre em meio a uma mobilização de fã-clubes brasileiros e internacionais nas redes sociais.
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, mais de 100 comunidades de fãs participam de uma iniciativa chamada Fandoms com Lula. Entre os grupos envolvidos estão páginas dedicadas a artistas como Anitta e Luísa Sonza e a grupos internacionais como BTS e BLACKPINK.
Os participantes compartilham conteúdos políticos e organizam publicações para divulgar a candidatura petista.
É importante distinguir a atuação dessas comunidades de um apoio oficial dos artistas. A participação de um fã-clube não significa que o cantor, ator ou grupo musical tenha declarado apoio pessoalmente ao presidente.
Disputa entra na reta final
O segundo turno coloca Lula e Flávio Bolsonaro frente a frente depois de uma votação apertada em 4 de outubro.
Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os candidatos foi de 1,87 ponto percentual.
Com a nova votação marcada para 25 de outubro, as campanhas concentram esforços na ampliação das alianças, na comunicação digital e na conquista de eleitores que apoiaram outros candidatos ou não compareceram às urnas.
A possível participação de personalidades internacionais passa a integrar essa estratégia, mas, até esta sexta-feira (9), os apoios de DiCaprio, Ruffalo e Roger Waters permaneciam no campo das articulações, sem confirmação pública de adesão.
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