Uma urna eletrônica precisou ser substituída na manhã deste domingo (4) após a tecla de número 3 parar de funcionarem uma seção eleitoral de Candelária, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. A Justiça Eleitoral suspeita que alguma substância adesiva possa ter sido colocada no botão e informou que o caso será apurado.
O problema foi comunicado por volta das 8h30 na seção 33 da Escola Eveline da Fonseca. Como os eleitores não conseguiam pressionar a tecla, a votação foi interrompida temporariamente até que o equipamento fosse substituído por uma urna de contingência.
Os votos registrados antes da troca não foram perdidos. O sistema eleitoral prevê procedimentos específicos para situações de falha, incluindo a substituição do equipamento durante a votação. Segundo o TSE, os dados já registrados podem ser transferidos para a urna de contingência, permitindo a continuidade do processo.
A Justiça Eleitoral agora deverá verificar se houve efetivamente uso de cola ou outro tipo de interferência e, em caso positivo, identificar as circunstâncias e a eventual autoria. Até o momento, portanto, não há confirmação de que o travamento tenha sido provocado intencionalmente.
Se ficar comprovado que alguém causou propositalmente dano físico à urna ou a suas partes, a conduta pode se enquadrar no artigo 72 da Lei das Eleições. A legislação prevê reclusão de cinco a dez anos para quem danificar intencionalmente equipamento utilizado na votação ou na totalização dos votos.
A votação na seção foi retomada após a substituição do equipamento.
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